sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

CHAPA 2,SAÚDE DO TRABALHADOR(A)


ABC tem pouquíssimas opções de clínicas terapêuticas para tratamento de dependentes químicos e álcool

O atendimento voltado para munícipes que sofrem de alcoolismo ou dependência química está longe de ser ideal no ABC. As prefeituras acompanham, atualmente, o tratamento de 3.125 pacientes (sem contar os pacientes de Mauá e Rio Grande da Serra, que não responderam o questionamento do RD). No entanto, o contingente que não consegue controlar o vício em álcool e outras drogas ilícitas e até ilegais é muito maior.

Segundo a estimativa do médico Arthur Guerra de Andrade, presidente-executivo do Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool) e docente de Psiquiatria da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), 10% da população adulta, em média, bebe demais, enquanto 8% dos adultos perderam o controle sobre o uso de drogas. A região possui 2.456.515 habitantes, o que elevaria o número de pacientes que necessitam de ajuda à casa dos milhares. “Há uma demanda maior do que o atendimento. Temos várias pessoas buscando ajuda e o que elas encontram é, essencialmente, o modelo CAPS (Centros de Atenção Psicossocial)”, afirma.

Para Guerra, o CAPS é apenas uma solução paliativa para o tratamento de desintoxicação. “É um modelo útil especialmente para os pacientes que conseguem ter um controle ambulatorial, mas para aqueles que necessitam de controle hospitalar não há bons resultados com o CAPS, somente com leitos hospitalares”, continua.

Outra crítica é quanto à internação. “Muitos buscam tratamento onde seja contemplada a internação. Se não for pelo governo, eles vão buscar este tratamento em clínicas psiquiátricas. Se o paciente é rico, ele vai pagar, mas se o paciente não for, ele dança”, critica. “Então como uma solução depende de políticas públicas de saúde, o que tem um grande viés político, mas que não tem atenção, o resultado é essa calamidade”, diz.

Em São Bernardo, o vendedor J. S. D, que pediu para não ser identificado a fim de preservar a esposa alcoólatra, é um dos familiares que, diante da dificuldade para internar a companheira em uma clínica pública, recorreu ao serviço particular. “Para conseguir internação [no sistema público] é uma briga. O médico não quer internar porque o Estado não quer mais custo. E o tratamento de dependentes químicos não dá voto”, dispara o morador do bairro Pauliceia, que enfrenta o problema em casa há anos.

Arthur Chioro, secretário de Saúde de São Bernardo e coordenador do GT (Grupo de Trabalho) do Consórcio Intermunicipal do ABC, confronta o número de doentes e garante que o universo de pessoas que precisam de acompanhamento psiquiátrico e internação em clínicas de desintoxicação é muito menor do que o estimado por Arthur Guerra. Chioro também rebate as críticas ao modelo de atendimento. “Estruturamos um sistema de saúde que dá conta de atender os nossos dependentes. E há um esforço regional nesta tratativa, pois não vejo, no ABC, grandes reclamações de que há gente abandonada na rua porque o governo não está cuidando”, afirma.

Familiares de pacientes se dizem abandonados

“É uma luta. Viver com uma pessoa alcoólatra é matar um leão por dia”, resume o vendedor J. S.D., que vive com a esposa há quase 25 anos, oito deles com muito esforço para ajudá-la a vencer o vício. Enquanto dava entrevista, por telefone, o vendedor articulava a sétima internação da companheira. “A decisão foi da família, porque quem usa álcool nunca acha que está doente”, conta J.S.D, que se sente abandonado.

Porém, o tratamento custará, pelo menos, R$ 1 mil por mês, visto que a família já não consegue internação para a paciente na rede pública. “Se eu levá-la ao pronto-socorro, por exemplo, eles não atendem. E em São Bernardo o sistema é bom, mas não dá resultado, porque deixam o doente internado por dois ou três dias apenas”, reclama J.D., que agora irá pedir ajuda dos parentes para ratear os custos da mensalidade do tratamento da esposa, internada várias vezes em clínicas no Interior do Estado.

A mesma situação acontece com o vendedor ambulante José Pereira, em Santo André, que teve de aumentar o número de horas trabalhadas e até o preço do milho que vende para bancar os R$ 3 mil de mensalidade da clínica onde o filho está internado. “Já internei outras três vezes e procurei o sistema de saúde público, mas não adiantou. Eles não dão a atenção que o viciado precisa. O meu filho saía do hospital e voltava a andar com os mesmos amigos e esposa, que também é usuária de cocaína e crack”, conta.

Sem conseguir internar o filho de 27 anos, a dona de casa Sonia Toledo, em Santo André, não sabe até quando terá de manter as portas de casa fechada para evitar novas fugas do dependente, que também sofre de esquizofrenia desde 2008.

“Agora ele está calmo, porque está medicado, mas continua a sensação de desespero. Me pergunto: ‘será que ele vai sair?’ Porque uma hora eu vou ter de abrir a porta para lavar roupa e fazer outras tarefas domésticas”, preocupa-se a mãe, que pediu ajuda ao RD dias atrás para conseguir atendimento para o filho na rede municipal.

Sonia afirma que não tem condições de bancar o tratamento na rede particular, pois estima que o valor da mensalidade gire em torno de R$ 10 mil. Sem alternativa, ela busca amparo judicial para conseguir internar o jovem na rede pública local. “O advogado já orientou a pedir um laudo médico para interná-lo. Mas o NAPS (Núcleo de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas) não fornece laudo para ninguém, porque eles alegam que já tiveram muitos problemas”, comenta Sonia, que terá de pagar também para conseguir provar que o filho não tem condições de avaliar se quer ou não se livrar do crack.

Clínica particular não sai por menos de R$ 3 mil reais

O ABC tem pouquíssimas opções de clínicas terapêuticas para tratamento de dependentes químicos, cuja internação não sai por menos de R$ 3 mil. Duas delas são a Bezerra de Meneses e Recanto do Riacho, ambas em São Bernardo. Mesmo assim, o vendedor J.S.D. está à procura de um segundo lugar que possa ajudar a recuperação de sua esposa alcoólatra, diz que. “ Essas aí não saem por menos de R$ 4 mil, na verdade”, afirma.

Inacessível para a maioria das famílias com dependentes de drogas e álcool, o que faz com que estas clínicas sejam tão caras é, além do confinamento, a presença de um psiquiatra e de um médico.

Uma alternativa mais econômica é a internação em clínicas terapêuticas, que são coordenadas por profissionais de atendimento psicossocial. “Nestes casos é possível encontrar mensalidades a partir de R$ 1 mil”, diz o vendedor.

Onde conseguir ajuda aos dependentes no Grande ABC:

Santo André
NAPS (Núcleo de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas)
Rua Gertrudes de Lima, 488, Centro.
Tels: (11) 4992-3668 e 4990-5294

Serviço de Emergência Psiquiátrica em Hospital Geral (Centro Hospitalar Municipal)
Endereço: Av. João Ramalho, 326 – vila Assunção
Fone: (11) 4433-3628

São Bernardo do Campo
CAPS Vila Euclides
Rua Pedro Jacobucci, 500 - Vila Euclides
Fone: (11) 4122-4000

CAPS Rudge Ramos
Rua Sacramento 191- Rudge Ramos
Fone: (11) 4365-4714

São Caetano do Sul
CAPS Jordano Pedro Segundo Vincenzi
Avenida Senador Roberto Simonsen, 502, Bairro Santo Antônio
Fone: (11) 4224-5307

Diadema
CAPS Espaço Fernando Ramos da Silva
Rua Oriente Monti, Centro
Fone: (11) 4044.7387

Mauá
CAPS Mauá
Rua Luís Lacava, 249
Fone: (11) 4516-3510

Ribeirão Pires
CAPS Ribeirão Pires
Rua Aurora 103-Vila Suissa
Fone: (11) 4828-4441

Fonte:Redação do Repórter Diário/Camila Bezerra

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

CHAPA 2,INFORMA A CATEGORIA!


PLR sem imposto de renda e novo salário mínimo já estão em vigor

Isenção do imposto e valorização do salário mínimo são frutos da união e da luta da classe trabalhadora,pois juntos somos fortes!

A isenção de Imposto de Renda (IR) para PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de até R$ 6 mil entrou em vigor na terça 1° de Janeiro de 2013.O mesmo vale para o novo valor do salário minimo,de R$ 678 reais.

A isenção de imposto de renda na PLR é resultado da luta dos trabalhadores.A medida foi regulamentada por medida provisória (MP) publicada no Diário Oficial da União no dia 26 de dezembro.Segundo a MP,a PLR de R$ 6.00,01 a R$ 9 mil será tributada em 7,5%.De R$ 9.000,01 a R$ 12 mil o desconto do IR será de 15%, e de R$ 12.000,01 a R$ 15 mil será de 22,5%.Apenas valores acima de R$ 15 mil reais terão tributação de 27,5%.

Novo salário mínimo:

O reajuste do salário mínimo,de cerca de 9%,faz parte da política permanente de valorização e incentivo a economia do governo.A medida acabou virando lei em 2011,depois de muita pressão dos trabalhadores.

O acordo,é resultado das grandes manifestações e marchas da classe trabalhadora,pôs fim ao leilão que acontecia no Congresso Nacional,em que cada deputado propunha um valor diferente para o salário mínimo.Após negociações dos representantes dos trabalhadores com o governo federal,foi aceita a proposta que estipulava um critério de repasse no reajuste anual salarial,que adota a seguinte equação: inflação do período mais variação do PIB(Produto interno bruto) dos dois anos anteriores.

Com o novo valor,os benefícios pagos pela Previdência (atrelados ao salário mínimo) - como aposentadorias, acidentários ou assistenciais - por exemplo,serão reajustados,o que deverá provocar impacto anual de R$ 12,3 bilhões nas contas da Previdência.Em outubro passado,foram pagos quase 30 milhões de benefícios,cujo valor médio foi R$ 937 reais.

Fonte:Agência Brasil

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

CHAPA 2,LUTE PELO QUE É SEU!


Cerca de 1,9 milhão de trabalhadores ainda não sacaram o abono de 2012
   
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) constatou que cerca de 1,9 milhão de pessoas ainda não sacaram o abono salarial referente a 2012. O abono é um benefício, no valor de um salário mínimo (R$ 622,00), pago aos trabalhadores que recebem até dois salários mínimos (cerca de 1,2 mil) por mês. Os beneficiários têm até o dia 28 junho de 2013 para receber o valor do exercício 2012/2013.

Quem deixou para fazer esse saque no ano que vem deverá receber mais do que os que o fizeram este ano. No dia 24 de dezembro, foi anunciado o reajuste do salário mínimo, a partir de 1º de janeiro. O abono, portanto, terá esse valor e o direito será ampliado a pessoas que recebem até R$ 1,3 mil.

O MTE estima que mais de 18 milhões de pessoas tenham sacado o benefício em 2012 - aproximadamente 90,5% dos 20,7 milhões de trabalhadores com direito ao abono. No total, foram gastos R$ 11,5 bilhões de reais do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) com o pagamento do benefício até agora.

Os requisitos para ter direito ao abono são: ter rendimento mensal até dois salários mínimos, ter informações cadastradas na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), estar cadastrado no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos e ter carteira assinada ou ter sido nomeado para cargo público durante pelo menos 30 dias no ano em questão.

Para receber o abono, o trabalhador deverá ir às agências da Caixa Econômica Federal (no caso do PIS) ou do Banco do Brasil (no caso do Pasep) com um documento de identificação com foto e o número de cadastro no programa. Quem tem Cartão Cidadão e senha cadastrada também pode sacar o valor em caixas eletrônicos, lotéricas ou postos do Caixa Aqui em todo Brasil.

Por: Carolina Sarres da Agência Brasil Atual

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

CHAPA 2,INFORME A CATEGORIA!


Ministério Público de SP pede indenização à Philips por contaminação de trabalhadores(as)

Para procuradores,a empresa não tomou as medidas necessárias para impedir que trabalhadores e trabalhadoras da extinta fábrica no ABC paulista se contaminassem com mercúrio.

Ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo contra a Philips do Brasil pede indenização a pelo menos 200 trabalhadores que se contaminaram com mercúrio na fábrica de Capuava,município de Mauá,na região do ABC,além de cobrar R$ 56 milhões da empresa por danos morais coletivos.A primeira audiência será realizada em 11 de março,na 1ª Vara do Trabalho de Mauá.A unidade,que produzia lâmpadas,foi desativada em 2010,quando a companhia decidiu deslocar essa atividade para fora do país.

Segundo o MPT,o inquérito que originou a ação foi instaurado em 2006,a partir de denúncia feita pela Associação Brasileira dos Expostos e Intoxicados por Mercúrio Metálico.A entidade também acusou a empresa de descumprir acordo firmado com o Ministério do Trabalho e com o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá que previa assistência médica gratuita e afastamento do serviço,sem prejuízo de remuneração,a trabalhadores contaminados.

Com base em laudos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),além de uma relação de trabalhadores e trabalhadoras diagnosticadas com mercurialismo e quadros que sugeriam esse tipo de intoxicação,o MPT propôs um termo de ajuste de conduta (TAC),que incluía plano de saúde vitalício aos contaminados,mas a empresa discordou.

O Ministério Público pede R$ 50 mil de indenização,por ano trabalhado,para cada funcionário contaminado.Os R$ 56 milhões seriam revertidos ao Hospital das Clínicas,“com a finalidade exclusiva de compra de equipamentos,elaboração de estudos e tratamento de pessoas contaminadas por mercúrio”.

Cuidados aos trabalhadores contaminados:

Em nota,a Philips disse que no fechamento da fábrica "realizou e vem realizando todas as ações necessárias para restringir ao mínimo os efeitos de suas atividades sobre o meio ambiente".Durante o funcionamento da unidade,a empresa afirmou que "sempre observou os melhores cuidados voltados à proteção ocupacional e aplicou os avanços técnicos e tecnológicos contemporâneos aos fatos,como equipamentos de proteção e encapsulação do mercúrio",além de fechar um acordo coletivo com o sindicato da categoria,que "cumpre rigorosamente".

A companhia afirmou ainda que "prestou vários esclarecimentos ao Ministério Público do Trabalho,no âmbito de inquérito civil,e havia um esforço para encontrar,em conjunto,outras alternativas viáveis sobre o assunto".Disse também ter apresentado uma proposta de acordo,não aceita pelo MPT."A empresa exercerá os meios de defesa que lhe são cabíveis",acrescentou.

Fonte:Vitor Nuzzi da Rede Brasil Atual

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

CHAPA 2,VENCE A DIREÇÃO DO SINDICATO!


Eles passarão, eu passarinho...
Mário Quintana

A Chapa 2,"Quem acredita,sempre alcança!"composta pelos companheiros e companheiras de luta : Marcio Vital,Luis da Silva Gomes(Lula),Luis João da Cruz(Cantor),Douglas Ferreira,Renê Walt e Cynthia Favero Rodrigues, venceu as eleições da Comissão de Fábrica da Basf-SBC. Após uma desastrada estratégia de utilização do uso  da máquina sindical e uma campanha recheada de calúnias e agressões por parte da direção do Sindicato dos Químicos do ABC,a verdade prevaleceu e transformou uma estratégia simples, onde todo o material de divulgação foi bancado através da ajuda voluntária dos trabalhadores e trabalhadoras do chão de fábrica,em uma vitória maiúscula da classe trabalhadora.A Chapa 2,conquistou 54,83% dos votos válidos contra 43,18% da Chapa 1,bancada descaradamente com a grana dos sócios e sócias do nosso Sindicato dos Químicos do ABC.Esta foi a eleição mais disputada da história dos 21 anos da Comissão de Fábrica da Basf-SBC e contou com uma participação recorde dos trabalhadores(as) administrativos e a peãozada do chão de fábrica.

Apesar do processo ter ocorrido de maneira conturbada e desigual,o que obrigou os membros da Chapa 2, a registrar um boletim de ocorrência e solicitar a participação dos membros honrados do Ministério Público do Trabalho do grande ABC.Graças a Deus e a gigantesca mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras que assumiram a defesa incondicional aos membros e apoiadores da Chapa 2,tal iniciativa foi o suficiente para garantir a  vitoriosa campanha da Chapa 2, nos dias 08,10 e 11 de Dezembro de 2012.

Daqui para a frente,nossa Comissão de Fábrica terá outro astral,vamos juntar forças para fazer uma história diferente,desenvolver uma ampla campanha de sindicalização,participar de todas as assembleias e reuniões da rede de trabalhadores da Basf e contar a nossa história aos quatro cantos do mundo,história que se assemelha a grande batalha entre Davi e Golias,sintetizada em uma passagem da bíblia :

"Todos os dias de nossa vida nesta terra serão de lutas, de desafios e sofrimentos, mas se acreditarmos que Deus está no controle de tudo, que nenhum fio de nossa cabeça cai se Ele não permitir, sobreviveremos perante qualquer obstáculo e contemplaremos a vitória...sempre!

Nossa responsabilidade aumenta ainda mais,e desde já temos muito trabalho pela frente,discutir a renovação da jornada 6X3,apresentar novas propostas,cobrar a devolução do imposto sindical na conta ou nas OLT's,cobrar mais transparência e prestação de contas mensais nas salas das comissões de fábricas,e o mais importante e o que mais sentimos na pele durante a campanha eleitoral,garantir a preservação do nosso patrimônio sindical em beneficio da classe e não de minorias que somente dizem amém.

Em nome do interesse maior,que são os trabalhadores(as) temos a humildade de estender as mãos e buscar restabelecer o diálogo e o respeito mútuo,entre todas as partes envolvidas neste desgastante processo eleitoral,fazemos isso em nome da liberdade de ação da classe trabalhadora em todas as fábricas químicas do grande ABC.

A coordenação da Chapa 2,agradece aos trabalhadores e trabalhadoras da fábrica,daquela que é maior e mais importante indústria química do mundo,um forte abraço em cada um e cada uma que divulgou,colaborou com um pouquinho de grana,ajudou a pendurar as faixas,colar os cartazes,distribuir os cartões,assinou a faixa abaixo-assinado,ofereceu um simples cafezinho. Enfim a todos e todas que nos apoiaram,testemunharam na delegacia,participaram e fiscalizaram todo o processo eleitoral,valeu do fundo do coração!

Daqui para frente dentro da fábrica,não existe mais Chapa 1,nem Chapa 2, mas sim, nosso compromisso na defesa de todos e todas que aqui trabalham e lutam por dias melhores.Esperamos que nos próximos anos à frente da Comissão de Fábrica da Basf-SBC,estejamos todos de mãos dadas com a categoria química do ABC, e assim possamos trazer muitas vitórias para os trabalhadores e trabalhadoras e juntos construirmos um novo movimento sindical,que contenha 3 palavras simples: renovação,coragem e luta,como prática.


Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Obrigado pela letra,Renato Russo!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

DITADURA SINDICAL CONTRA TRABALHADORES!


Assédio moral praticado por sindicalista,pode?

Nós nunca imaginamos viver para assistir ao vivo e a cores,um diretor do Sindicato dos Químicos do ABC,que representa milhares de trabalhadores,com uma história de luta de mais de 74 anos.Colocar um patrimônio que é de todos e que foi conquistado com muita luta pelos sócios e sócias ao longo de décadas e décadas de muita luta.A serviço da perseguição de trabalhadores e trabalhadoras da categoria.Este filme triste,esta sendo passado e reprisado sem intervalos desde do dia 28 de Novembro de 2012,na porta da fábrica da Suvinil em SBC.Onde o diretor do sindicato e funcionário afastado da fábrica desde 97,para exercer a nobre função de dirigente sindical,que carinhosamente chamaremos de "revolucionário sindicalista",está acampado,munido de caminhão de som,microfone sem fio,note-books,telefones celulares,carro zero com tanque cheio e ar condicionado,jornais e revistas  pagos com "nosso suado dinheirinho".Ele só abandona seu "arsenal" e relaxa um pouquinho quando o calor o sufoca,aí ele toma sua H2O.Seu sorriso só retorna quando chega a hora do almoço,rapidamente lava as mãos e as enfia no bolso da calça,que estão cheios de tickets refeição para gastar nos restaurantes cinco estrelas da região do grande ABC.Nosso nobre colega"revolucionário sindicalista",só tem o trabalho de enfiar as mãos no bolso,pois quem dá duro e paga a conta na verdade são os sócios e sócias do sindicato,que em muitos casos comem "marmitas geladas".Nosso colecionador de milhagens e"revolucionário sindicalista", já viajou mais de 30 países mundo afora,e nunca trouxe se quer um cartão postal para a categoria química do ABC.É também um"revolucionário sindicalista"muito vaidoso arruma os cabelos com as duas mãos,alinha o colarinho da camisa sempre impecável,pega o microfone com a pontinha dos dedos e grita do alto do "nosso"carro de som:
"Estes caras da chapa 2,são mentirosos,chega de heróis,"eu sou o cara"!
"Estes "criminosos" da chapa 2,vão ser desmascarados!"
"Estes "mentirosos da chapa 2" são bandidos e vão sair daí!"
"Estes "mentirosos da chapa 2" nunca conquistaram nada!
"Vamos retomar nossa comissão,quero voltar a mandar aí dentro"!
"Estes caras da Chapa 2,são pelegos e eu sou "o cara" de luta!

Este"revolucionário sindicalista",foi o mesmo que desligou seu celular quando foi procurado para evitar as demissões de trabalhadores(as),foi o personagem que gritou do alto do carro de som "manda logo os  trabalhadores do laboratório e acaba com nosso sofrimento",foi o mesmo que ao final da greve de 2009,convocou todos os trabalhadores(as) e disse"podem voltar ao trabalho,que o vale compra esta garantido",foi o mesmo denunciado pela peãozada do chão de fábrica por ter escondido as urnas no meio das pernas,quando os oficiais de justiça foram cancelar as eleições do sindicato em dezembro de 2011.Nós trabalhadores (as) da Chapa 2,estamos sendo chamados de criminosos,sequestradores,bandidos, mentirosos,covardes e pelegos na porta da empresa.Gostaríamos de reafirmar que não somos bandidos,somos sócios e sócias do Sindicato dos Químicos do ABC,e acima de tudo trabalhadores e trabalhadoras simples,humildes e honrados.E queremos saber deste cidadão "revolucionário sindicalista" se acordar ás 4:00 hrs da manhã,pegar o busão lotado e bater cartão de ponto ás 5:30 hrs na fábrica é algum crime.Respeito é bom e valoriza a verdadeira liderança,somos lideranças eleitas pelos trabalhadores e reconhecidas dentro do chão de fábrica,quer você queira,quer não!Acreditamos nos princípios do respeito mútuo,trabalhamos honestamente todos os dias e talvez tenhamos cometidos alguns erros durante nossa jornada,pois não é fácil representar mais de 2,4 mil funcionários,mas assim como disse Jesus para defender Maria Madalena,atire a primeira pedra quem nunca errou na vida?.Repudiamos tais atitudes anti-sindicais e não concordamos com este tal "revolucionário sindicalista",que alegou na porta da fábrica que representa mais de 42 mil trabalhadores na base e mais de 20 mil sócios.Sendo assim nós" deixamos uma perguntinha para o nosso"revolucionário sindicalista" por que sua atual direção de chapa única,foi "eleita"com pouco mais de 3 mil votos.Hein?