segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Chapa 2,Por que o senhor atirou em mim?


CHAPA 2,SOMOS FILHOS DE ZUMBI!


20 de Novembro de 2013 é dia de Zumbi dos Palmares e Dandara. É dia de luta,vamos lutar!

10ª Marcha da Consciência Negra em São Paulo. Convide os amigos, parentes e traga a sua família!Próxima quarta,a partir das 11h da manhã, no vão do MASP da Paulista – SP.

 
20 de Novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. É o momento de celebrar a memória Zumbi dos Palmares e Dandara, herói e heroína do povo brasileiro. Mas acima de tudo é um dia de reflexão e busca de novas formas para enfrentar o racismo que, infelizmente ainda hoje dificulta e tira a vida de mulheres e homens em todo o país.
 
A escravidão no Brasil – um dos maiores crimes de lesa-humanidade já vistos, ocupou ¾ de nossa história. Como herança resta não apenas as condições desiguais de desenvolvimento econômico e de condições básicas de vida dos afro-brasileiros, mas, sobretudo, a naturalização do sofrimento, da dor e da morte negra. A ideia de que a “carne mais barata do mercado é a carne negra” se reafirma pela poesia da bala, que trocada ou perdida, sempre atinge seu alvo: o corpo negro.
 
A exposição permanente do corpo de seres humanos negros presos, torturados, mutilados e de onde violentamente se arranca a vida, não foi suficiente para sensibilizar e mobilizar de fato a sociedade como um todo e, menos ainda, os governos de quaisquer instâncias ou partidos.
 
A indignação aumenta ao perceber que grande parte da violência é promovida justamente por aqueles que deveriam evitá-la. Segundo a Anistia Internacional, em 2011, o número de mortes por autos de resistência apenas no Rio de Janeiro e em São Paulo foi 42,16% maior do que todas as execuções promovidas por 20 países em que há pena de morte! Em São Paulo só em 2012, 546 pessoas foram mortas em decorrência de confronto com a Polícia Militar. Como parâmetro para esse escândalo, basta lembrar que os movimentos de defesa de direitos humanos reivindicam a morte e desaparecimento de 426 pessoas em 21 anos da ditadura civil-militar, iniciada em 1964. Na cidade de São Paulo, de acordo com o IBGE, 56 % dos jovens vítimas de homicídios são negros. Esse número atinge 71% nos casos de jovens mortos em confronto com a polícia.
 
A violência estampada no índice de homicídios que atinge a população negra soma-se à precariedade dos serviços públicos e dos diversos direitos sociais, escasso para toda a classe trabalhadora e ainda mais limitado à população negra.
 
Neste 20 de novembro o Movimento Negro estará nas ruas para denunciar o Estado e os governos – todos eles, por reproduzirem uma política de negação de direitos sociais, de repressão e violência através de uma segurança pública que elege o jovem negro, pobre e morador de periferias como principal alvo de sua repressão.
 
Nossos gritos exigirão Cotas raciais em universidades e concursos públicos;igualdade nos direitos trabalhistas,fFim do genocídio e a desmilitarização das polícias além de um debate democrático sobre um novo modelo de segurança pública para o país; Defesa da Lei 10639, que traz a história e cultura afro-brasileira para as escolas; defesa dos Quilombolas e religiões de matriz africana; Fim da violência contra mulheres negras, homossexuais, além da garantia de seus direitos; Por mais investimentos em cultura, educação, saúde e pela radial democratização dos meios de comunicação.
 
Fonte:Douglas Belchior e Uniafro
 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

CHAPA 2,LUTAMOS POR NOVOS TEMPOS!


Muito se fala na necessidade de se fazer uma reforma política, mas e o movimento sindical, será que também precisa passar por uma renovação? Para os integrantes do MRCL (Movimento Renovação, Coragem e Luta) entidade que defende a renovação e a alternância de poder nas entidades sindicais no Grande ABC e no Brasil, é necessário mais democracia e incentivo as lutas coletivas, e afirma que o tema é difícil de ser aceito pelas direções sindicais, pois muitas lideranças sindicais e políticos financiados pelas verbas dos trabalhadores,estão acomodados com a situação e dizem de barriga cheia, do jeito que esta tá muito bom.
 
Depois das gigantescas manifestações que tomaram o país no mês de junho, este argumento caiu por terra. “O que precisamos urgentemente é de lideranças novas dispostas a lutar em defesa dos trabalhadores, e sepultar de vez os donos do pedaço que agem de forma individualista”, declarou Marcio Vital. “É necessário reconhecer a importância dos históricos militantes que construíram o que está aí, e formar novas lideranças para assumir esses sindicatos com compromisso, independente de partidos políticos e de governos, novas lideranças,novas mentalidades com visão critíca e com sede de mudança,dispostas a lutar por uma sociedade mais justa”, acrescentou.
 
Segundo o MRCL (Movimento Renovação, Coragem e Luta), a atual geração quer participar da vida sindical, mas encontram obstáculos enormes, pois a maioria das direções que estão no poder sindical tem medo do novo, burocratizam o dia a dia, muitos estatutos são feitos para impedir a participação dos novos trabalhadores, precisamos democratizar os sindicatos, realizar eleições limpas e transparentes, prestar contas dos recursos financeiros e assim gradativamente envolvendo os trabalhadores nas discussões politicas, recuperar a confiança e passo a passo resgatar a dignidade do verdadeiro papel dos representantes dos trabalhadores.
 
Os trabalhadores jovens em sua maioria que saíram as ruas em junho, segurando cartazes, e gritando palavras de ordem afirmaram claramente que o que está aí não serve mais e que a juventude trabalhadora está sim, pensando na participação politica e sindical, porém, o grande desafio é renovar o movimento sindical, democratizar suas estruturas, humanizar suas eleições e acima de tudo manter a independência frente aos governos e patrões, somente assim iremos construir algo novo e consolidado na busca por uma sociedade mais justa e igualitária para todos.
 
Fonte: Trabalhadores da Base

domingo, 13 de outubro de 2013

CHAPA 2,QUEREMOS NOSSO VALE CULTURAL!

Vale-Cultura deve chegar nas mãos de 42 milhões de trabalhadores e começa a funcionar em Outubro de 2013


Com o objetivo de aumentar o acesso dos trabalhadores às artes, o Ministério da Cultura lança um vale que permite a compra de livros, instrumentos, ingressos para espetáculos de dança, teatro, aulas de pintura, fotografia e qualquer outra atividade artística.

É o vale cultura, um cartão magnético pré-pago com o valor de R$ 50 mensais válido em todo o território nacional. O benefício é destinado aos trabalhadores de carteira assinada em que a empresa é credenciada ao Ministério da Cultura. Outro ponto positivo: o saldo é acumulativo e não tem validade.

O benefício pode chegar às mãos de 42 milhões de trabalhadores brasileiros e tem o potencial de mover R$ 25 milhões na cadeia produtiva do setor cultural.

O benefício oferecido pelo governo exige a adesão das empresas para que seus funcionários desfrutem do vale. Para estimular essa adesão, o Governo Federal vai permitir que a empresa de lucro real abata a despesa no imposto de renda em até 1% do imposto devido.

As baseadas no lucro presumido ou Simples também podem participar. O governo abriu mão dos impostos trabalhistas e não vai cobrar encargos sociais sobre o valor do Vale, uma vez que não se caracteriza salário.
Como regra, as empresas devem oferecer o Vale-Cultura prioritariamente aos trabalhadores que recebem até 5 salários mínimos. Mas se quiserem, também podem oferecer o benefício para todo o quadro de funcionários, sempre respeitando a exigência de ofertar o vale primeiramente ao trabalhador com menor salário.

Como funcionará:

O desconto na remuneração do trabalhador com até cinco salários mínimos varia de R$2 a R$5. Quem ganha até um salário paga R$ 1. Acima de um e até dois salários são R$ 2. Acima de dois até três, R$ 3. Acima de três até quatro, R$4. Acima de quatro até cinco, R$5. Para os empregados que ganham acima dessa faixa, o desconto varia de 20% a 90% do valor do benefício, ou seja, pode chegar a R$45. Vale lembrar que fica a critério do empregado a participação no programa desde que a empregador tenha feito a adesão.

 
Fonte.Ministério da Cultura