sexta-feira, 3 de agosto de 2012

CHAPA 2,APÓIA A LUTA DOS METALÚRGICOS DA GM!

Trabalhadores da GM param via Dutra para protestar contra a montadora
Metalúrgicos de São José dos Campos querem que tanto o governo federal quanto o estadual intervenham para barrar a ameaçada demissão que ronda 2 mil operários

Trabalhadores da GM param via Dutra para protestar contra a montadora



São Paulo – Cerca de dois mil trabalhadores da General Motors de São José dos Campos, no interior paulista, ocuparam nesta manhã (2) a rodovia Presidente Dutra para protestar contra a alteração na produção da fábrica e possíveis demissões na linha de Montagem de Veículos Automotores.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da região, a rodovia ficou parada nos dois sentidos, por uma hora e meia. Em meio ao protesto, as faixas diziam “Dilma cale a boca do Mantega e proíba as demissões”.
De acordo com o presidente do sindicato local, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, a indignação dos trabalhadores se tornou ainda maior após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em reunião em Brasília com a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), ter descartado na última terça-feira (31) a possibilidade de atuar para evitar demissões na unidade da fábrica em São José dos Campos.
“Em nossa avaliação, a fala da Dilma foi totalmente contrária à do Mantega. Queremos que a presidenta mantenha a fala de que não pode haver demissões nas fábricas. Afinal, quem manda no país?”, questionou Macapá.
Dos quatro modelos que eram produzidos na montadora, o Corsa Hatch, o Meriva e a Zafira foram tirados de linha. Apenas se manteve a fabricação do Classic, ainda assim de forma reduzida. Segundo o Sindicato, a produção diária desse modelo era de 375 unidades e passou para 80. 
Segundo Macapá, a empresa quer importar os modelos da Argentina. “A GM justifica custo, mesmo sendo a mais lucrativa que existe. Só no ano passado foram R$ 8,5 bilhões de ganho, somente em São José dos Campos”, afirmou.

Futuras reuniões

O sindicato se reunirá hoje, às 18h, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, com o governador Geraldo Alckmin. “Queremos imediatamente que se abra um processo de negociação com a empresa e que o governador assuma essa questão. O governo de São Paulo, que também dá incentivos fiscais para a GM, tem a responsabilidade de acompanhar a difícil realidade que os trabalhadores estão vivendo”, disse Macapá.
Segundo o presidente do sindicato da região, a ajuda precisa ser da União, do estado e do município. “Não podemos aceitar perder os nossos empregos para indústria argentina. O Brasil precisa apoiar a produção nacional e o emprego no país”, afirmou.
No próximo sábado (4) está agendada uma reunião envolvendo a empresa, o sindicato, a prefeitura e o Ministério do Trabalho. Nela se definirá a situação dos trabalhadores.

Por:Brasil Atual

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CHAPA 2,CHEGA DE VIOLÊNCIA !


Pai manda para a cadeia 5 PMs que mataram seu filho
Eletricista investigou por conta própria execução de rapaz pela polícia: ‘Ele nunca fez nada de errado, sempre evitou a violência’

SÃO PAULO - Na segunda-feira, cinco policiais militares do 14.º Batalhão (Osasco) tiveram prisão temporária decretada por suspeita de executar César Dias de Oliveira e Ricardo Tavares da Silva, ambos de 20 anos, na madrugada de 1.º de julho na zona oeste de São Paulo. O pai de César, Daniel Eustáquio de Oliveira, de 50, não acreditou na versão de "resistência seguida de morte". Pediu licença no trabalho e passou a investigar o caso, dando subsídios para que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) pedisse a prisão dos PMs. Oliveira contou sua história ao Estado.

"Trabalhei (na noite do crime) até a 1 hora. Sou eletricista da prefeitura de Vargem Grande Paulista. Havia uma festa junina. Pedi para ir embora porque estava com mau pressentimento. Cheguei em casa à 1h30. Naquele sábado, o César e o Ricardo tinham sessões de tatuagem na casa do primo dele. Precisava ser à noite, porque os dois trabalhavam. O César operava tear em uma indústria têxtil; o Ricardo era repositor em supermercado. Chegariam depois das 3h. Fui dormir.

Às 8h30, o vizinho chega desesperado. ‘Ligaram do Hospital Regional de Osasco, o César sofreu um acidente.’ Chego no hospital e me apresento. O atendente fala: ‘A notícia é a pior possível’. Eu falei: ‘Meu filho morreu’. E comecei a chorar. Perguntei como. ‘Com cinco tiros.’ Além de tentarem roubar meu filho, deram cinco tiros neles. O atendente fala: ‘Peraí, não foi um bandido que matou seu filho, foi a polícia’. Olhei para ele, parei de chorar na hora. ‘Como assim a polícia matou?’ Ele disse: ‘Houve uma perseguição, ele resistiu à prisão, houve troca de tiro e seu filho morreu, chegou morto e o rapazinho está em coma’. Eu falei: ‘Não, houve um engano muito feio e grave. Vou provar que meu filho não fez isso’.

Confio no César. Tinha o coração bom, nunca gostou de violência. Saí do hospital indignado e fui para a cena do crime, analisando tudo. Como eu trabalhava com informática, tenho a mente muito analítica. Vi erros grotescos logo de cara. Cheguei perto do policial, na calma, sem acusar ninguém.

Perguntei: ‘O que houve aqui? Sou pai do dono da moto’. O PM responde: ‘Segundo os policiais, os dois meliantes viram a viatura e empreenderam fuga. O garoto pegou a arma e atirou. Seu filho caiu da moto e levantou atirando’. Eu olhei para o rapaz e para a cena e falei: ‘Não sou perito. Mas você não acha que tem coisa errada aqui?’

Indícios. Segundo os PMs, meu filho empreendeu fuga. Estranho: se ele estivesse fugido, numa CB 300, você acha que a viatura o alcançaria? Segundo: de acordo com a PM, meu filho estava fugindo com o garupa atirando na viatura. A viatura estaria atrás e a moto na frente. Por que meu filho está com dois tiros no peito, um na lateral do tórax, um na virilha e outro na perna esquerda? E por que o Ricardo estava com três tiros na perna pela lateral e não por trás?

Terceiro erro: Se eles fugiam, estavam velozes ao perder o controle quando caíram da moto. Me mostra um arranhão nessa moto. Ela está intacta.

Quarto: Se meu filho estava fugindo, para ele perder o controle, tem de ter marca da frenagem da moto e da polícia. Não tem.

Quinto: Se os meninos tivessem caído com a moto, eles estariam machucados. Os meninos não tinham hematomas.

Sexto: Os meninos foram supostamente socorridos na hora. Não foram. Pela quantidade de sangue, eles ficaram muito tempo no chão.

Sétimo: Se ele estivesse fugindo, as marcas de tiros na moto seriam em paralelo ou diagonal. Foram transversais. O PM começou a analisar a cena.

Conclusão: O policial olhou para mim e falou: ‘Os policiais fizeram m...’.

Chegando ao DHPP, peguei o BO, com várias divergências. A cena do crime era incompatível. Os policiais foram burros, nem montar uma cena eles conseguiram. Eu fui mostrando as divergências. Um investigador veio gritar comigo. ‘P..., você está tirando a polícia? Tem uma testemunha. Um rapaz que mora em Carapicuíba, na Cohab I’. Eu questionei. O que esse morador de Carapicuíba estava fazendo às 3h no Rio Pequeno?

Nos dias seguintes, fui ao DHPP prestar depoimento. Falei que meu filho é inocente e os policiais me olharam daquele jeito, pensando ‘todos falam a mesma coisa’. Fui mostrando para eles, na calma, na paciência. Passei cinco dias indo todo dia no DHPP, levando testemunhas. Uma assistiu a cena do começo ao fim. Com 12 anos, a moça havia perdido um irmão assassinado por um policial. Por isso me ajudou.

Descobri mais quatro testemunhas, mas elas não foram de jeito nenhum. No quinto dia, um investigador falou: ‘Pelo seu depoimento, a gente passou a olhar a perícia e informações com outros olhos’. Na segunda-feira, meu advogado me telefona: ‘Foram executadas cinco ordens de prisão dos policiais que mataram seu filho’.

Sigo com medo de retaliações. Ouço uma moto, já me preparo. Sei que corro risco. Tatuei o rosto do meu filho no braço. Embaixo, escrevi ‘herói’. Aos 20 anos, ele já era homem. Nunca fez nada de errado, sempre evitou a violência. Quero olhar para o rosto dele todo dia, até o fim da minha vida."

Fonte:Bruno Paes Manso - O Estado de S. Paulo

terça-feira, 24 de julho de 2012

CHAPA 2,A GANÂNCIA SEM LIMITES!



Denúncia: HSBC ultrapassa todos os limites
Banco investigou 164 bancários afastados por motivos de saúde em diversos estados.
Dossiês continham fotos de trabalhadores e familiares

Enviado por: Bancários de Curitiba

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região convocou a imprensa, na manhã desta quarta-feira, 18 de julho, para fazer uma grave denúncia contra HSBC, uma situação de completa violação dos Direitos Humanos de trabalhadores. Em 2011, o Sindicato recebeu, anonimamente, um arquivo contendo dossiês e demais documentos de uma suposta investigação confidencial contratada pelo banco inglês. Os materiais, produzidos pela SPI Agência de Informações Confidenciais, continham informações de 164 bancários afastados por motivo de saúde, em sua maioria trabalhadores de Curitiba e região, mas também do Paraná e dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Nos dossiês, produzidos entre 1999 e 2002, havia fotos dos investigados e familiares, relatório completo da rotina dos trabalhadores, documentação relativa a antecedentes criminais e demais pendências judicias, certidões comerciais e de bens, a quebra de sigilo bancário dos investigados, além de 18 horas de gravação de imagens. “O banco extrapolou todos os limites ao invadir a privacidade dos seus empregados. Nos documentos da investigação chegam a constar fotos do lixo dos bancários, especulando que tipo de comida, bebida ou medicamento eles faziam uso”, detalha Otávio Dias, presidente do Sindicato.
“É inaceitável que qualquer empregador exponha seus trabalhadores a uma situação como esta, principalmente quando estes estão fragilizados pelo adoecimento e pelo afastamento do trabalho”, enfatiza Otávio Dias. Junto com o material recebido, estavam ainda contratos e notas fiscais que comprovam a contratação da empresa SPI Agência de Informações Confidenciais pelo HSBC. O banco solicitou a investigação para verificar se os bancários afastados legalmente possuíam outro vínculo empregatício ou fonte de renda e também para se municiar de provas para descaracterizar o adoecimento por motivo de doença do trabalho.
Encaminhamentos:
Em julho de 2011, com o intuito de reparar o dano coletivo e não incorrer na prescrição, o Sindicato dos Bancários de Curitiba e região formalizou a denúncia contra o HSBC junto ao Ministério Público do Trabalho e encaminhou o material recebido anonimamente para investigação e apuração dos fatos. “Sabemos que o HSBC e a empresa contratada já foram ouvidos. E temos certeza que o Ministério Público agirá em defesa dos trabalhadores, propondo uma ação civil pública que repare os danos coletivos causados pelo banco”, explica o presidente do Sindicato. A entidade também dará encaminhamento a ações de dano moral individual e levará a denúncia contra o HSBC à Organização Internacional do Trabalho (OIT), ao Governo Federal e demais instâncias de defesa dos direitos humanos.
A entrevista coletiva contou com a presença do presidente do Sindicato, Otávio Dias, do presidente da FETEC-CUT-PR, Elias Jordão, do presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, e do advogado e assessor jurídico Nasser Ahmad Allan (OAB/PR 28.820)

Fonte:CUT Nacional

quarta-feira, 18 de julho de 2012

CHAPA 2,CONHECIMENTO DE OLT!

Qual é o papel da Cipa? Qual o papel da Comissão de Fábrica?
 

Continuando a tratar sobre o assunto da Organização no Local de Trabalho, vamos enfocar a atuação de duas importantes representações: a CIpa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e a Comissão de Fábrica.
Segundo a Norma Regulamentadora 05, a NR5, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA - tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.
A Cipa tem como função identificar riscos nos processos de trabalho, elaborar mapas de risco, planos de trabalho que possibilitem ações preventivas ou corretivas na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho.
Outro papel da Cipa é implementar e controlar de medidas prevencionistas, bem como avaliar as ações prioritárias a serem realizadas nos locais de trabalho.
A Cipa é formada por representantes dos empregadores e por representantes dos trabalhadores, sendo estes eleitos pelo voto direto e secreto em pleito organizado geralmente pelo setor de Recursos Humanos da empresa e acompanhado pelo Sindicato da categoria.
Sabemos que a Cipa tem seu papel primordial fundamentado na garantia de segurança e a preservação da saúde dos trabalhadores, mas também devemos ter a consciência de que a Cipa também deve ser uma representação de luta da Classe Trabalhadora, ao lado da categoria em suas reivindicações que por sinal também vão refletir na qualidade de vida dos trabalhadores e nas condições de trabalho, principalmente quando estas reivindicações se referem à jornada de trabalho e melhores condições de trabalho.
Outro braço importante da OLT (Organização no Local de Trabalho) nas empresas é a Comissão de Fábrica.
O papel da Comissão de Fábrica é representar os trabalhadores(as) junto a direção das empresas com o propósito de assegurar direitos, buscar a solução de conflitos individuais e coletivos, e participar das negociações salariais, de PLR (Participação nos Lucros e Resultados), acordos coletivos e outras negociações junto com o Sindicato da categoria.
As Comissões de Fábrica, como vimos anteriormente, surgiram no final dos anos 70 no ABC e foram responsáveis pelo surgimento do Novo Sindicalismo no Brasil, caracterizadas pela organização no chão de fábrica. Suas ações em greves isoladas, fábrica por fábrica, começaram um turbilhão de greves que resultou nas grandes greves de 1979, 1980 nas quais Luiz Inácio Lula da Silva surge como grande liderança nacional que acabaria junto com outros nomes da política nacional levando o Brasil para o caminho da redemocratização.
Assim descreve Vito Gianotti em seu livro “Histórias das Lutas dos Trabalhadores no Brasil”:
“Quase todas essas greves foram greves vitoriosas. Os trabalhadores conseguiram reposição salarial e, sobretudo em São Paulo, a criação das Comissões de Fábrica em varias empresas. As Comissões eram uma saída para organizar a greve onde havia sindicatos controlados por pelegos e interventores. Sobretudo em São Paulo, as Comissões de Fábrica representavam uma proposta de organização sindical alternativa à herdada de Getúlio Vargas”.
Fonte:Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté

terça-feira, 10 de julho de 2012

CHAPA 2,SAÚDE DO TRABALHADOR!



   TRAUMAS PSICOLÓGICOS,A NOVA CARA DAS DOENÇAS  DO TRABALHO
     Por: Vladimir Ribeiro  (vladimir@abcdmaior.com.br)

Simpósio realizado em São Bernardo discutiu relação entre trabalho e saúde mental. Foto: Amanda Perobielli
Simpósio realizado em São Bernardo discutiu relação entre trabalho e saúde mental. 

Foto: Amanda Perobielli
Pressão crescente por produtividade pode se transformar em problemas emocionais
Lindinalva Loiola da Silva, 40 anos, toma vários comprimidos por dia, entre antidepressivos e medicamentos para suportar as dores. O quadro de saúde é reflexo do trabalho que desenvolveu nos últimos 14 anos. Lindinalva é química e hoje tem grave problema de depressão. O quadro, ao invés de ser uma exceção, tem se tornado uma constante nas empresas. As doenças de trabalho, que há poucas décadas se traduziam em problemas físicos, hoje atingem também o lado mental.

Somente em 2010 o Ministério da Previdência registrou 1.039 ocorrências de doenças relacionadas ao trabalho no ABCD. Em muitos casos, os problemas começam relacionados com LER (Lesão de Esforço Repetitivo) e se agravam para doenças psicológicas.

No caso de Lindinalva, além de fazer o mesmo movimento na máquina em que trabalhou por quase dez anos, havia a pressão dos chefes para que a produção não parasse. “No início eu me dedicava à empresa. Cheguei a rasgar atestados médicos para trabalhar, porém, depois de sete anos, comecei a sentir dores nos braços e na coluna. Não tive apoio da empresa, que só queria me afastar ou me demitir para se livrar do problema”, relembrou.

A trabalhadora já passou por duas cirurgias de correção de coluna e ombro e precisa de mais uma. Todo o transtorno que teve início em 2005 terminou com a demissão de Lindinalva em março deste ano, o que causou depressão na trabalhadora. Hoje Lindinalva toma remédios para dormir e antidepressivos. “Além de conviver com dores no corpo, havia pressão por produtividade. Hoje não posso ter filhos por conta desses problemas.”

Pressão - De acordo com o professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC, Sérgio Baldassin, nem sempre casos de LER estão relacionados a problemas psicológicos. “Cada caso é um caso, porém isso é somado à pressão que a empresa faz no funcionário para que continue produzindo a mesma quantidade ou da mesma forma que antes. Também há a visão do trabalhador sobre a situação, que pode se sentir limitado”, afirmou.

Baldassin explicou que o profissional pode gostar muito do que faz, mas o ambiente de trabalho pode ser estressante e causar os problemas de saúde. “Que podem ser físicos ou emocionais. Neste segundo caso, o funcionário pode ficar com depressão, ansiedade e até síndrome do pânico. Os sintomas desses problemas são comportamentais, com a pessoa se tornando negativa ou pessimista, entre outros fatores”, destacou.

O professor destacou que algumas empresas podem analisar esses problemas como falta de caráter do funcionário, quando na verdade esse empregado está doente. “O líder tem de saber analisar quem é quem na sua equipe. Saber quem aguenta mais pressão e lidar com a situação. A pessoa pode amar o que faz, mas estando doente não irá produzir da mesma maneira”, disse.

Dados não são compilados em sua totalidade:
De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, entre 2009 e 2010 houve diminuição de 12,97% nos casos de doenças do trabalho. Enquanto no primeiro ano foram registrados 1.187 trabalhadores com algum tipo de doença, no segundo ano do levantamento esse número caiu para 1.039.

De acordo com a coordenadora de saúde do trabalhador do Cerest (Centro de Referência de Saúde do Trabalhador) de São Bernardo, Andréia Garbim, os números podem não refletir a realidade. “Muitos casos não são informados pelas empresas ou sindicatos ao Ministério da Previdência. Utilizamos esses dados como uma referência”, destacou.

Andréia disse que os dados do Ministério ainda não computam casos de trabalhadores que passaram a usar drogas para dar conta dos turnos de trabalho. “Esse é um assunto pouco explorado e debatido, sobre o qual temos de trazer mais foco antes que seja agravado”, disse.

Afastamentos - Levantamento feito pelo Sindicato dos Bancários do ABCD mostra que, em 2011, 40% dos trabalhadores que se afastaram apresentaram algum problema psíquico e têm LER . “Até o momento, neste ano, registramos 70 afastamentos, contra 80 registrados no ano passado. Esses são os dados que são do conhecimento do sindicato, pois muitos não comunicam seus problemas por medo de demissão”, disse Adma Maria Gomes, uma das diretoras da entidade.

De acordo com Adma, no caso específico dos bancários, hoje a culpa pelo mau desempenho da empresa recai sobre os funcionários. “São estipuladas metas para os empregados, que se desdobram para alcançar. Quando desenvolvem algum tipo de tendinite, por exemplo, e não conseguem mais trabalhar no mesmo ritmo, vem a pressão psicológica e uma possível demissão, por não estar a contento do contratante”, explicou.

 Trabalhador corre risco de ficar no limbo
O diretor do departamento de Saúde, Condições de Trabalho e Meio Ambiente do Sindicato dos Químicos, José Freire da Silva, afirmou que os casos de trabalhadores afastados por doenças estão crescendo em todos os setores. Porém, há casos em que o trabalhador fica em uma espécie de limbo.

“A pessoa não tem condições de trabalho, mas o médico do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) dá alta e diz que o trabalhador tem condições de voltar à empresa. Quando volta ao seu posto e apresenta o mesmo problema de antes, o médico da empresa o afasta. O empregado fica sem saber o que fazer e corre o risco de ficar sem salário no meio dessa confusão”, explicou.

Fonte:site:abcdmaior.com.br

sexta-feira, 29 de junho de 2012

CHAPA 2,NOSSA VERDADEIRA HISTÓRIA!


De 13 á 15 de Dezembro de 2011,a atual direção do Sindicato dos Químicos do ABC,antecipou suas eleições para renovação da diretoria.Desde então,a Chapa 2 de Oposição (Renovação,Coragem e Luta) não pôde disputar,pois foi impugnada unilateralmente pela comissão eleitoral composta por membros e simpatizantes da atual direção.Mesmo assim nossos militantes fizeram 60 mil jornais,20 bandeiras e centenas de camisetas e entregaram nas portas das mais de 890 empresas do grande ABC,para divulgar as 13 propostas da Chapa 2 (Renovação,Coragem e Luta),e surpreendentemente foram recebidos de braços abertos por mais de 42 mil trabalhadores.Paralelamente a isso entramos na justiça e conseguimos duas liminares :A primeira suspendendo a coleta de votos dentro das fábricas nos primeiros dias da eleição,o que foi considerado uma grande vitória pela Chapa 2 (Renovação,Coragem e Luta);e a outra impedindo a posse da chapa da atual direção,todos estes recursos geraram uma situação muito confusa na categoria,pois milhares de trabalhadores não tiveram o direito de escolha respeitado,algo que perdura até este presente momento.O processo na justiça ainda se arrasta a meses,enquanto várias audiências são realizadas e para surpresa geral a tática de uso indiscriminado de funcionários de RHs de empresas do ABC em audiências deu resultado e no dia 25/04/2012,tomaram posse através da justiça,estratégia que já resultou em mais de12 demissões de membros da Chapa 2 (Renovação,Coragem e Luta).Após a realização desta entrevista,no dia 29 de Junho de 2012,não sabemos quantos mais pais e mães de família perderão seus empregos por conta dessa disputa desigual.

Qual o tamanho da representatividade e da responsabilidade da Chapa 2 
(Renovação,Coragem e Luta) no Grande ABC?
Nós dirigentes da Chapa 2 (Renovação,Coragem e Luta)somos parte importante da direção do sindicato e estamos a frente das maiores e mais representativas fábricas do segmento químico do ABC,somos direções de várias Comissões de Fábrica,SURs e CIPAs,estamos presentes no chão de fábrica das multinacionais,e em outras centenas de empresas,como:Basf,Coral,CBC,CGE,Pólo de Capuava,Braskem,Colgate,Davene,Dovac,Akzo Nobel,Global Pack,Seeber Farst-Plass,Pólo de Cosméticos,Harbin e tantas outras pequenas e médias empresas,que formam a maioria de nossa base de 42 mil trabalhadores químicos no ABC.

Como os trabalhadores encararam as injustiças contra a Chapa 2 (Renovação,Coragem e Luta),o que dizem dentro das fábricas?
O assunto mais comentado entre os trabalhadores durante o cafezinho,almoço,vestiário,durante a cervejinha no final de semana e nas saídas dos carros e ônibus das empresas.Quando teremos o direito de escolha nas eleições do nosso sindicato?Vamos dar baixa coletiva no sindicato,enquanto não realizarem outra eleição?Cabe a atual direção do sindicato explicar a tal da impugnação da Chapa 2!Os próprios trabalhadores dizem nos corredores das produções,legitimidade não se compra no mercado,se conquista no voto! E aí?

Como surgiu o movimento da Chapa 2 (Renovação,Coragem e Luta),contra a atual direção do Sindicato dos Químicos do ABC?
O movimento de oposição no Sindicato dos Químicos do ABC,nasceu da revolta de alguns diretores e de lideranças dos trabalhadores na base,com a postura de arrogância e perpetuação no poder que se instalaram na direção do Sindicato dos Químicos do ABC.Companheiros(as) que foram eleitos para o mandato não podiam divergir,apresentar idéias diferentes,pois eram perseguidos e ameaçados de expulsão.Nossas lideranças dentro das fábricas não tinham liberdade nem para fazer uma simples sugestão,muito menos para propor matérias de interesses dos trabalhadores para nosso jornal,que prontamente éramos ameaçados e apontados para as direções das empresas.A gota d'água foi quando a maioria da atual direção,apresentou uma proposta de não devolução do imposto sindical aos sócios é sócias,pois a avaliação dos dirigentes,era de que o sindicato estava com o caixa esvaziado e que naquele momento era necessário contar com aquele dinheiro dos trabalhadores(as).Tal proposta encontrou resistência junto a um coletivo de diretores e foi vencida no voto com o apoio da base,isso aumentou ainda mais a revolta da atual direção que a partir daí adotou-se duas politícas a nº 1 de perseguição:quem pode mais,chora menos e a nº2 a do isolamento.Enquanto os membros da atual direção se reuniam em hotéis 5 estrelas,das 9:00 hrs até 16:00 hrs,regados a café da manhã,almoço,frutas e bebidas servidas por garçons com gravatinhas borboletas,uma minoria de diretores que votaram a favor da devolução do imposto sindical aos trabalhadores,só podiam entrar no final das reuniões para degustar as sobras,e tão somente para assinar a ata de reunião,e muitas vezes sendo ironizados e chamados de minorias,tudo isso simplesmente por defender os interesses dos trabalhadores químicos do ABC.

Por que vocês não tentaram uma composição com a chapa da atual direção,vocês procuraram a mediação da CUT- Central Única dos Trabalhadores?
Sempre respeitamos a história da CUT e do Sindicato dos Químicos do ABC,uma história que se mistura,nos mais de 73 anos do nosso sindicato.Onde trabalhadores(as) das empresas químicas do ABC se dedicaram anos e anos a construir este patrimônio que está aí e é de todos e todas.Dentro deste respeito procuramos os atuais dirigentes e fizemos uma proposta de composição,para garantir os nossos diretores e trazer uma proposta de renovação na atual direção do sindicato.Para isso fomos até a CUT-SP e conversamos com o Sr.Adi dos Santos,presidente da central no Estado de São Paulo,protocolamos uma carta com intuíto claro de composição,procuramos também os Srs.Arthur Henrique e Vagner Freitas dirigentes da CUT- Nacional e também protocolamos uma proposta de composição para as eleições do Sindicato dos Químicos do ABC.Mas infelismente todas as respostas foram negativas,vocês não tem base,vocês não tem votos,não aceitamos nenhuma proposta de composição vinda destes caras,a chapa da CUT é a chapa da atual direção e ponto final.Não nos restou outra alternativa se não nos organizarmos para a disputa das eleições nos dias 13,14 e 15 de Dezembro de 2011,e para surpresa geral no dia 01/11/11,seguindo o que determina nosso estatuto,nós do Coletivo de Oposição Química do ABC,registramos a Chapa 2 (Renovação,Coragem e Luta) que alguns dias depois veio a ser impugnada a pedido do coordenador da sub-sede de São Bernardo do Campo Sr.Ronaldo de Oliveira,junto ao Sr.Carlos Sanches então presidente da comissão eleitoral do sindicato.

Como surgiram as 13 propostas da Chapa 2 (Renovação,Coragem e Luta) e como foi realizada a campanha da Chapa 2?
Todas as 13 propostas da Chapa 2 (Renovação,Coragem e Luta) foram discutidas no chão de fábrica,durante os meses de Julho,Agosto,Setembro e Outubro de 2011.Fizemos dezenas de caravanas pelas fábricas químicas do grande ABC,levamos os trabalhadores para palestras,reuniões e seminários,pois era necessário despertar e resgatar o espírito crítico dos trabalhadores,sem ajuda de ninguém,tudo financiado pelo próprio trabalhador,fizemos rifas,bingos e vendemos camisetas autografádas pelo Lula,para arrecadar dinheiro,para que pudéssemos levar nosso sonho adiante e foi assim com muito sufoco e feito a quatro mãos que construímos as 13 propostas do nosso programa de governo.Nossa campanha foi movida a pão com mortadela,caminhadas,megafones e boca a boca nas portas de fábrica.E por incrível que pareça tivemos uma grata surpresa,primeiro fizemos assembleias nas maiores empresas,para ouvir os trabalhadores e daí em diante nosso Movimento pela Renovação,Coragem e Luta,foi tomando corpo e se espalhando pelas pequenas e médias fábricas do grande ABC,visitamos mais de 890 empresas,foram distribuídos mais de 60 mil jornais,confeccionamos centenas de camisetas e convocamos os trabalhadores para fiscalizar o processo eleitoral dentro das fábricas,até que na véspera das eleições tomamos um balde de água fria e fomos retirados do processo eleitoral,um golpe baixo contra a democracia e a categoria química do ABC.

Quais são as 13 prioridades que os trabalhadores escolheram democraticamente dentro das fábricas químicas do Grande ABC?  
01 - Devolução do imposto sindical na conta do trabalhador
02 - Departamento jurídico próprio e acompanhamento dos processos on-line
03 - Clube de Campo com Centro de Formação
04 - Resgate do Projeto Alquimia (Qualificação profissional)
05 - Implantação do CSES (Comitês sindicais por empresa) na categoria
06 -Transparência e prestação de contas semestrais
07 - Orçamento Participativo para a categoria
08 -Restaurante e lanchonete na Colônia de Férias
09 - Médico do trabalho nas regionais
10 - Respeito à opinião da categoria
11 - Sindicalismo responsável e comprometido com os trabalhadores
12 - Campanha permanente contra o assédio moral e sexual
13 - Contribuição dos trabalhadores ativos para fortalecer a Associação dos Aposentados.

Como se encontra os processos na Justiça do Trabalho do ABC,e quais os exemplos de eleições limpas em Sindicatos da categoria que vocês tem conhecimento?
A chapa da atual direção se utiliza da estrutura do sindicato para impedir as nossas reivindicações,pagando seus advogados com o dinheiro dos sócios e cobrando de nós da Chapa 2 (Renovação,Coragem e Luta) inclusive as custas dos processos e as custas dos advogados,que nós trabalhadores ajudamos a pagar,pois é dinheiro dos sócios e sócias que abastecem os cofres do sindicato.Queremos dizer,que isto é uma luta injusta e desigual,primeiro nos tiram o direito de disputar as eleições,impugnando um sonho de milhares de trabalhadores e depois se utilizam de todo o aparato jurídico do nosso sindicato,prédios,sub-sedes,carros, jornais e revistas,patrimônio conquistado com o suor de muitos anos de contribuição, e colocam tudo isso a serviço da chapa da atual direção.Só esperamos que no final o trabalhador tenha o direito de escolha respeitado,se isso acontecer a vitória será da classe trabalhadora e os vencedores serão legitimados e recebidos de braços abertos nas portas de fábricas do ABC,coisa que não vem acontecendo,pois os atuais diretores estão sendo hostilizados e cobrados por onde andam.Um bom exemplo de democracia sindical foi a recente disputa nas eleições do Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e região,onde duas chapas foram inscritas,formaram a comissão eleitoral de forma paritária e disputaram democraticamente os votos dos trabalhadores,toda a apuração foi acompanhada e conduzida durante o dia,ao vivo e a cores e a vontade da maioria prevaleceu,isso sim é democracia de verdade,que deveria ser regra,mas nos químicos do ABC é excessão.

A chapa da atual direção distribuiu jornais se dizendo vencedora das eleições com mais de 80% dos votos da categoria,o que a categoria acha desta afirmação?
A sensação dos trabalhadores é a mesma de comprar um ingresso para uma final de campeonato,e por um lado um time entrar em campo,com todos os seus jogadores,defensores,meio campo e ataque,inclusive jogadores reservas e comissão técnica.E ver este mesmo time completinho,por medo da disputa limpa e democrática e da consequente derrota,impedir de todas as formas o time adversário de calçar suas chuteiras e de colocar seus jogadores em campo para uma disputa em igualdade de condições,onde vença o melhor.A chapa da atual direção optou em ganhar o jogo de W.O,formaram a comissão eleitoral com um único objetivo impugnar a chapa adversária, distribuíram as urnas nas empresas com apenas uma chapa na cédula de votação,fugiram da disputa voto a voto e o que é pior,levaram as urnas as pressas para a sede do sindicato e fizeram a apuração das eleições durante o cair da madrugada,sem fiscalização e sem acompanhamento dos trabalhadores da categoria.E ainda durante esta mesma madrugada,se auto proclamaram vencedores de um processo de chapa única.

Quais as maiores reclamações dos trabalhadores que chegam para a Chapa 2 (Renovação,Coragem e Luta) dentro das fábricas do Grande ABC?
Onde esta a democracia? Queremos votar? Com quantos votos eles foram eleitos? Como uma categoria de mais de 20 mil sócios,e 42 mil trabalhadores na base,elege uma direção com pouco mais de 3 mil votos?
Estas são algumas das perguntas que mais ouvimos dentro das fábricas químicas do grande ABC e que até o momento continuam sem resposta,com a palavra os "diretores eleitos da Chapa 1".E aí?

Quantos seguidores o blog da Chapa 2 (Renovação,Coragem e Luta) 
 possui e quanto acessos no ABC vocês alcançaram?
Nossa luta,assim como nosso blog foi contruído pelas mãos dos trabalhadores,foi durante uma assembléia na empresa Plástico Mauá,que um trabalhador se aproximou de nós e disse,tenho algumas limitações fisícas devido ao excesso de peso em meu trabalho,tive que fazer várias cirurgias na coluna,mas quero ajudar vocês nesta luta em defesa dos trabalhadores.Nós agradecemos a boa vontade e perguntamos de que maneira ele poderia contribuir,dentro de suas limitações?-Vou criar um blog para a Chapa 2 e foi assim com essa humildade que surgiu o Blog Renovação,Coragem e Luta que já ultrapassou os 15 mil acessos e é motivo de debates acalorados dentro das fábricas do Grande ABC,do Brasil e do mundo.Recebemos emails da Alemanha,Dinamarca,EUA,México e principalmente de pessoas simples das pequenas fábricas do ABC,que em pleno ano de 2012,ainda trabalham com bancos de horas,não recebem PLRs,pegam três conduções e recebem apenas uma e muitas vezes se arriscam indo de bicicleta ao trabalho,equilibrando a mochila e a marmita durante o trajeto,para economizar um pouquinho no final do mês.São estes guerreiros que acessam nosso blog e é por eles que travamos esta batalha.

Quais desafios vocês tem pela frente,o que estão fazendo para cobrir os gastos com advogado, jornais e principalmente para auxiliar os demitidos da Chapa 2?
Nosso maior desafio é continuar defendendo a democracia e a verdade acima de tudo,acreditamos na história de 73 anos do nosso sindicato,se a justiça reconhecer o resultado das eleições,respeitaremos,pois este é o caminho que escolhemos trilhar,um caminho tortuoso,cheio de armadilhas,pedras e montanhas.Mas acreditamos ser o melhor caminho.Estamos discutindo dentro do nosso Coletivo Renovação,Coragem e Luta uma maneira de financiar nossa luta,pois estamos com muita dificuldade de grana,estamos necessitando de doações de cestas básicas para atender os trabalhadores demitidos,estamos organizando os trabalhadores para contribuir financeiramente na defesa dos membros da Chapa 2,que estão sendo processados pela atual direção do sindicato,estamos vendendo camisetas para ajudar os necessitados.Durante nossa campanha acostumamos a dizer ,que não tínhamos crédito para celular,nem uma moeda para comprar um lanche,mas graças a nossa garra e nossa luta,hoje temos muito crédito junto aos trabalhadores químicos do ABC.Para finalizar deixamos uma frase para reflexão da categoria química do ABC,frase esta que nos guiou durante todo este processo"Aquele ou aquela que presencia uma injustiça e nada faz,torna-se cúmplice dela!"E graças a Deus,não fomos cúmplices de tamanha injustiça e contra isso resolvemos nos organizar e lutar por um sindicato mais democrático e justo,isso sim,valeu a pena!