domingo, 28 de julho de 2013

CHAPA 2,CARTÃO VERMELHO CONTRA A DITADURA!

Nós,do Movimento Renovação Coragem e Luta,escolhemos esse nome juntamente com todos os trabalhadores e trabalhadoras,por percebermos tal crise de representatividade há alguns anos no Sindicato dos Químicos do ABC.Escolhemos essas três palavras nobres porque muito antes das manifestações que tomaram o país, nos convencemos de que nosso sindicato precisa renovar sua estrutura,seus quadros e sua prática diária imediatamente.

É preciso escutar os antigos e principalmente os novos trabalhadores e trabalhadoras,que ingressaram recentemente no mercado de trabalho,pois muitos deles estão conectados nas redes sociais,tais como facebbok,emails e blogs,pois estes novos trabalhadores e trabalhadoras certamente,estiveram presentes nas ruas,durante a "Copa das manifestações",que tomou nosso país em junho,carregando cartazes,megafones,microfones,câmeras,celulares  e cantando bem alto "Vem,vem,vem pra rua,vem!".

O Movimento Renovação,Coragem e Luta,ajudou a organizar e acompanhou toda a onda de protestos,chamada carinhosamente pelos estudantes e trabalhadores de "Copa das Manifestações",um verdadeiro tsunami que varreu o país e que, “de repente”, colocou em xeque as formas de representação cristalizadas na sociedade brasileira sejam eles partidos, sindicatos, parlamentos,governos e etc.Nas ruas das grandes cidades,centenas de milhares de jovens cidadãos,coisa nunca vista antes na história deste país,algo em torno de milhões de corações e mentes,mesmo sem unidade de propostas,sem liderança definida,naquilo que defendiam exatamente,mas seriamente convictos e coerentes sobre o que não querem mais,e tenham a certeza que está prática sindical e política são algumas delas.

Esses jovens estudantes e trabalhadores,e todas as outras pessoas que se juntaram a eles,não querem mais corrupção na política nacional,não aceitam mais mensalões e impunidades,não concordam com sindicalistas encastelados,não querem mais suas prioridades como saúde, educação, habitação, emprego e transporte públicos ignoradas pelos governantes.Enfim, não querem mais essa democracia indireta que lhes é concedida, essa participação difusa que só acontece nas eleições, periodicamente,onde políticos aparecem nas ruas e portas das fábricas dando tapinhas nas costas da peãozada e nunca mais retornam e o que é pior quando ligam para os gabinetes dos eleitos,pedem para a secretária dizer" Ele não está,pode deixar o recado,que entraremos em contato!". 

Foi nesse sentido que nós do  Movimento Renovação,Coragem e Luta,decidimos focar nossas propostas nas três palavras mágicas,lá atrás em 2011,já sabíamos que este caminho trilhado pela atual direção nos levaria para a inércia e a desmobilização da categoria,pois nunca acreditaram no resgate da identidade entre o sindicato e sua categoria sofrida,calejada,e que mudou para pior nos últimos anos,nós da oposição lutamos em nome de um sindicato verdadeiramente de luta,buscamos iniciativas de interesse geral dos trabalhadores químicos do ABC,queremos a realização de congressos representativos,com milhares de trabalhadores e trabalhadoras eleitas a luz do dia,queremos prestação de contas nas portas de fábricas,queremos eleições limpas,queremos a democratização do nosso estatuto,para possibilitar a participação direta dos mais de 42 mil trabalhadores e trabalhadoras químicas na próxima gestão sindical.

Repudiamos a atitude antidemocrática e ditatorial da atual direção que ao invés de lutar para garantir direitos aos homens e mulheres que ainda carregam marmitas em nossa categoria,respiram solventes,recebem salários de fome,vão de bicicleta ao trabalho para economizar migalhas e milhares de terceirizados que não recebem participação nos lucros em pleno ano de 2013,do alto de sua arrogância preferiu utilizar nossa aguerrida e tão sofrida categoria como massa de manobra durante o 11º Congresso dos químicos do ABC,para engessar nosso estatuto e avalizar as perseguições,agressões e as dezenas de demissões dos trabalhadores e trabalhadoras que lutam por renovação,coragem e luta no Grande ABC.

A vocês "donos do poder sindical" fiquem sabendo que esta luta,por renovação,coragem e luta se espalhou pela região,pelo país e pelo mundo,hoje são milhares de trabalhadores e trabalhadoras se levantando contra a pelegagem sindical,graças ao apoio e os comentários de incentivo dos 26 mil acessos em nosso blog,hoje somos cumprimentados nas ruas,nos shoppings,hoje somos referências nas lutas sindicais,hoje somos reconhecidos pela coragem e aplaudidos de pé nas portas das fábricas do Grande ABC.

E isso nos enche de orgulho e esperança,mesmo sendo covardemente retirados do processo eleitoral em 2011,mesmo sendo xingados de criminosos em nosso jornal,mesmo sendo processados por esta justiça de direita,mesmo tendo mais de 18 pais e mães de família desempregados por conta desta luta,mesmo não tendo dinheiro para por créditos no celular,ao lado da verdade e de Deus,alcançamos o imaginável,hoje temos não só crédito com a categoria,mas o respeito da classe trabalhadora,que constrói a riqueza no chão de fábrica,hoje podemos bater no peito e gritar bem alto..."Nossas lutas não foram em vão!".

"Os poderosos do sindicato podem bater,perseguir,demitir e expulsar uma, duas ou três guerreiras e guerreiros da oposição.Mas  jamais conseguirão deter a primavera da renovação,coragem e da luta no Grande ABC...

Fonte:Trabalhadores(as) da Base

quinta-feira, 18 de julho de 2013

CHAPA 2,SINDICATO É PRA LUTAR!


Por um sindicato verdadeiramente democrático!  

O Sindicato dos Químicos do ABC e o conjunto do movimento sindical brasileiro vive, nos dias de hoje, um  momento único da sua história, onde os trabalhadores são chamados a ocupar o lugar que de fato e de direito lhe pertence:o de ser o sujeito de sua própria vida e donos de seu próprio destino, ou seja, protagonistas na construção de um novo modelo de representação politica e sindical.

Nesse momento assistimos cair às máscaras daqueles que há anos não pisam mais no chão de fábrica e que protegidos por seguranças e mordomias se diziam representar os homens e mulheres que compõem a classe trabalhadora, aqueles que acreditaram que com dinheiro fácil comprariam os corações e as mentes de todos. Mas a casa caiu!e os milhares de trabalhadores e trabalhadoras que são diariamente massacrados nas fábricas,respirando solventes nas indústrias químicas, mendigando CATs, sendo humilhados por chefias e peritos do INSS,aguardando por uma ajuda que nunca chega,sem orientação jurídica digna,se cansaram,tomaram consciência e saíram as ruas, em gigantescas manifestações no campo e nas cidades, nos bairros e nas comunidades carentes de nosso país.

Enquanto a classe politica e os pelegos sindicais gastam milhões dos cofres do sindicato, usufruindo de carros,viagens internacionais,restaurantes e hotéis cinco estrelas a miséria, a fome e as doenças profissionais invadem a casa dos trabalhadores químicos do ABC,com a mesma brutalidade com que diariamente as forças policiais invandem os lares dos pais e mães de família em todo o país,espancando,torturando,matando e destruindo tudo que encontram pela frente.Levando terror,morte e violentando famílias nas periferias de nosso Brasil.

Até mesmo os serviços públicos essenciais ao dia a dia do povo,conquistados com muito sangue, suór e lágrimas pelos trabalhadores brasileiros ao longo de décadas de luta, são cinicamente usurpados e mercantilizados pelos governos e pelos patrões. Em pleno ano de 2013,ainda somos vitímas de uma política neoliberal a trabalho do capital, que mistura privatizações com sucateamento dos serviços,negando e muitas vezes negociando saúde, educação, transporte e moradia decente a milhões de trabalhadores brasileiros. Todos estes problemas misturados ao desprezo da classe politica, foi o estopim que mobilizou milhões de homens e mulheres nas ruas do nosso país.

Diante deste enorme desafio que se coloca defenderemos três princípios para nosso sindicato:

1)      Independência - Desenvolver uma prática sindical absolutamente independente frente aos patrões, aos partidos políticos, aos governos e ao estado. Um sindicato tem um único e só patrão: a categoria que ele representa. É inconveniente, inadequada e, mesmo, imoral a tal convivência amistosa e civilizada entre patrões e empregados. O nome disso é conivência. Não nos negamos, é claro, a ir à mesa de negociação, mas sempre conscientes do nosso papel de firmes e severos defensores dos interesses da classe trabalhadora.

2)       Autonomia - Desenvolver uma prática sindical absolutamente autônoma frente a quaisquer determinações político - partidárias. Consideramos legítima a atividade político-partidária fundada na ética e no socialismo, mas tomamos como princípio de nossa ação sindical que cabe somente à categoria decidir o que seu sindicato deve fazer – no curto, médio e longo prazo.

3)      Consciência de classe - Somos trabalhadores e nossa solidariedade primeira é com a classe trabalhadora, nosso primeiro compromisso, enquanto trabalhadores, é com aqueles que, como nós, são vítimas da exploração e opressão patronal. A responsabilidade social de formadores de consciências que pesa sobre nossos ombros não nos coloca à margem da classe trabalhadora brasileira, foi assim que nos constituímos em Oposição Sindical nos Químicos do ABC.

Estamos cientes do nosso papel na sociedade e na categoria química do ABC e assumimos publicamente nossos compromissos.Diferente dos atuais dirigentes sindicais que se dizem democráticos e utilizaram da estrutura paga com nosso suór no 11º Congresso da categoria para legitimar as demissões e iniciar um processo sumário de expulsão dos membros que defendem os ideais da renovação,coragem e da luta no Grande ABC.

"Os poderosos do sindicato podem bater,perseguir,demitir e expulsar uma, duas ou três guerreiras e guerreiros da oposição.Mas  jamais conseguirão deter a primavera da renovação,coragem e da luta no Grande ABC..."

Fonte:Renovação,Coragem e Luta

quarta-feira, 3 de julho de 2013

CHAPA 2,POR UM PLEBISCITO POPULAR!

"A internet e as redes sociais facultam ao povo a possibilidade de se auto convocar,sem a necessidade de líderes ou de sindicatos".

Arcebispo Dom Cláudio Hummes

O povão tomou as ruas para demonstrar o seu descontentamento com a forma que se faz política no Brasil. As grandes manifestações e seus cartazes ferozes colocaram em xeque o descaso com a saúde, educação,segurança pública e pelo fim da corrupção.Mas seu foco principal foi pela renovação do atual sistema político,seja ele municipal,estadual e nacional.Os trabalhadores e estudantes questionaram profundamente os poderes de representação política e o abuso do poder econômico nas eleições.Todo esse reboliço popular,nos revelaram o que já sabíamos,governantes precisam tomar banho de povo,pegar ônibus lotados em horário de pico,frequentar os corredores lotados do SUS,experimentar na pele a aprovação automática nas escolas e acima de tudo  a olhar e dar vós aos que até hoje nunca foram ouvidos,pois o gigante adormecido despertou do sono profundo e resolveu questionar as injustiças contra seu povo.

Portanto o modelo de plebiscito apressado defendido pelo governo e seus seguidores não pode ficar restrito a apenas questões eleitorais e oportunistas,conforme proposto pelos defensores em mensagem enviada ao congresso nacional no dia 02 de Julho de 2013. Resumir os anseios de um povo,o grito de alerta de milhões de brasileiros,aos homens e mulheres que tomaram as ruas,em um plebiscito com 5 questões puramente eleitorais,tais como:financiamento de campanha, sistema de votação, término dos suplentes no senado,voto secreto no parlamento e fim das coligações partidárias.É no mínimo uma ofensa,é não entender e o pior não atender as demandas que foram escancaradas pelas ruas de todas as cidades do país.

Nós do MRCL (Movimento Renovação,Coragem e Luta) sempre defendemos a reforma do sistema político e sindical da forma mais ampla e democrática possível, incluindo transparência,alternância nas direções sindicais e fortalecimento da democracia direta.Defendemos a necessidade das bandeiras da renovação,coragem e da luta no exercício de todas as formas de poder,pois entendemos que o comodismo e o distanciamento das demandas populares,afastou os trabalhadores dos seus sindicatos e a população das decisões políticas que envolvem a sua vida cotidiana,criando um enorme abismo entre a vida concreta do chão de fábrica e as decisões ou a ausência delas,que há muito tempo passou a ser tomada de forma isolada em amplos palácios e salas refrigeradas das presidências sindicais do nosso país.

O grande desafio de um governo popular que ajudamos a eleger,não é o de atender aos desejos das classes dominantes e dos representantes da direita na mídia e no congresso nacional.Mas sim lutar ao lado do seu povo,pois é chegada a hora da convocação de uma ampla agenda popular,para acelerar as reformas políticas e sindicais que estão paradas no congresso nacional,pois este momento talvez seja,a única e última oportunidade de reaproximar a classe trabalhadora e a maioria da população das decisões políticas e não apenas “arrumar a casa”,para os senhores feudais e donos do poder.

Reafirmamos que, para nós do MRCL (Movimento Renovação,Coragem e Luta),só faz sentido uma reforma política e sindical que resgate a soberania popular através do fortalecimento dos instrumentos de participação popular e democracia direta,através de eleições limpas para escolha dos nossos representantes.Queremos que a classe trabalhadora tenha o direito constitucional de participar das eleições e das decisões dos seus sindicatos,queremos a democratização dos seus estatutos,queremos um orçamento participativo para apontar os investimentos,queremos prestação de contas e transparência com nossos recursos,queremos um sindicato mais presente e atuante.E não apenas sermos tratados como massa de manobra,convocados simplesmente para balançar cabeças e bandeiras,chega de levantar as mãos e dizer amém,chega de participar de assembleias vazias que não decidem nada,chega de perseguições e demissões contra trabalhadores que pensam diferente,chega de gastar nossos recursos em campanhas eleitorais sem compromisso com nossa classe,são tantos "chegas" e tantas injustiças que não cabem neste texto.

Fiquem sabendo que o poder mudou de lado,hoje é da cidadania e não pode ser inteiramente delegado a representantes sem bases e sem compromissos com a classe trabalhadora,uma elite sindical que não aceita a vontade da maioria e o que é pior a impugna na calada da noite,saibam que depois deste "tsunami de manifestações" o poder passou para as mãos da maioria e a partir de agora deve ser exercido diretamente por cada um de nós,agora a bola é nossa!

Portanto estamos vigilantes e vamos continuar nas ruas mobilizando nossa categoria e a sociedade em geral para que sejam atores da história e juntos possamos incluir outras 5 questões no nosso plebiscito popular  como por exemplo:pela convocação de plebiscitos e referendos de inciativa popular,pela redução imediata da jornada de trabalho para 40 horas semanais,pela redução do número e dos salários dos deputados e senadores,pela formação de uma assembléia popular constituinte,por uma ampla reforma sindical que transforme as regras atuais com alternância de poder e que inclua a tão sofrida classe trabalhadora nas pautas importantes do nosso país.

Fonte:Trabalhadores da base

sexta-feira, 28 de junho de 2013

CHAPA 2,CADÊ A CORREÇÃO DO FGTS?

Vários sindicatos e centrais sindicais cobradas pelas suas bases,iniciaram nas últimas semanas o que poderá vir a ser o maior processo judicial da história do país, em termos de pessoas envolvidas e volumes financeiros movimentados.Sindicatos ligados a Força Sindical,Conlutas, UGT e CSB,já entraram com várias ações na Justiça do Trabalho do Distrito Federal solicitando o recálculo retroativo da Taxa Referencial (TR),com pedido de liminar antecipada,para repor o que consideram uma perda de 88,3% na correção do FGTS desde 1999 até 2013. Pois a partir daquele ano, a TR começou ser reduzida paulatinamente pelo gestores da Caixa Econômica Federal,até estacionar no zero em setembro de 2013, encolhendo também a remuneração do FGTS,corrigido por juros de 3% ao ano e mais a TR.

Apenas nos últimos dois anos, quando a redução da TR chegou a níveis mais drásticos, os trabalhadores teriam perdido cerca de 11% em termos reais,se considerada a correção oficial do FGTS,em comparação com a evolução da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC),sempre usado como referência em questões trabalhistas pelo governo.Nos últimos meses,o índice de inflação acelerou,subindo mais de 6% ao ano desde 2010, enquanto que o FGTS,que não pertence ao Governo,mas sim aos trabalhadores tiveram redução drástica na correção.

Os representantes das entidades sindicais, tem colhido adesões de milhares de trabalhadores aos processos e calculam que, levando-se em conta o saldo total do FGTS,que atualmente soma mais de R$ 350 bilhões,afirmam que os valores questionados na Justiça do Trabalho,pelos trabalhadores poderia chegar a cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB),todos estes processos podem chegar a mais de 30 milhões em adesões de trabalhadores potencialmente prejudicados pela não correção das contas de FGTS.

Em contraste com a evolução dos depósitos na conta dos trabalhadores e trabalhadoras, inativa ou melhor parada até o momento em que se justifica o saque, o patrimônio líquido do FGTS nos últimos tempos navegou de vento em popa.Cresceu como um bolo gigante nas mãos do Governo e da Caixa Econômica Federal,mas ao mesmo tempo o dinheiro encolheu na mãos dos trabalhadores,subindo de R$ 17,72 bilhões para R$ 46,79 bilhões a disposição do Governo Federal. 

Tudo isso sinaliza que está sobrando dinheiro nas contas do FGTS e que chegou o momento de se fazer justiça com a classe trabalhadora, recompondo o valor real dos depósitos realizados seguindo os índices de inflação e a favor dos assalariados que constroem a riqueza deste país.Não seria justo devolver o dinheiro desperdiçado na ciranda financeira aos seus verdadeiros proprietários,pois o dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço pertence ao trabalhador e a trabalhadora,ou não?.

Os trabalhadores do chão de fábrica estão pressionando os sindicatos e as centrais sindicais para cobrarem do Governo Federal e da direção da Caixa Econômica Federal,uma forma de negociação ou até mesmo a abertura de uma Medida Provisória,que regularize as contas e que possa mudar imediatamente as regras de correção do FGTS e assim interromper os prejuízos violentos nas contas do FGTS dos trabalhadores,em caso de recusa devemos orientar todos os trabalhadores a exigirem na justiça a reparação dos valores,sejam eles 88,3% ou 48,3%,pois pertencem ao conjunto da classe trabalhadora e disso não abriremos mão.

Fonte:Trabalhadores da Base

terça-feira, 25 de junho de 2013

CHAPA 2,EM DEFESA DOS TRABALHADORES!

Centrais sindicais cobradas pelas bases marcam greve geral para 11 de julho de 2013

As principais centrais sindicais brasileiras cobradas pelos trabalhadores da base,marcaram para o dia 11 de julho de 2013,uma greve geral em todo o País, numa onda de mobilização batizada pela categoria como "Dia de Luta".O motivo será pressionar a presidente Dilma Rousseff a dar mais atenção à pauta trabalhista entregue ao governo em março deste ano. A decisão foi tomada durante uma reunião realizada nesta terça-feira com as lideranças da Força Sindical, CUT, UGT,Intersindical,CSP-Conlutas, CGTB, CTB, CSB e NCST, juntamente com o MST e o Dieese.

A onda de paralisações é vista pelos sindicalistas como um preparativo para uma grande marcha prevista para agosto, em Brasília, e cuja data ainda vai ser discutida pela classe. "Queremos o cumprimento dessa pauta histórica da categoria, que está nas mãos da presidente desde antes de ela ter sido eleita e que infelizmente ela não cumpriu", afirmaram os organizadores.

Devemos chamar à unidade das centrais sindicais e dos movimentos sociais para dialogar com a sociedade e construir uma pauta que impulsione mais conquistas, as reivindicações que vieram das ruas por moralidade e contra a corrupção e outras serão incorporadas as pautas da classe trabalhadora, disseram os presentes.

Os sindicalistas vão se reunir na manhã de quarta-feira dia 26 de Junho de 2013, com a presidente Dilma, em Brasília, para reforçar as principais reivindicações da categoria que estão na pauta. São basicamente seis pontos que vão ser reforçados: maior investimento em saúde e educação; aumento de salários imediatamente; redução de jornadas de trabalho para 40 horas; apoio total à reforma agrária; fim do fator previdenciário e transporte público de qualidade.

Algumas centrais sindicais e movimentos sociais anunciaram que estão participando dos protestos numerosos que estão tomando as ruas do país,pois estão sendo cobrados pelas suas bases e reafirmaram que continuarão nas ruas,levantando suas bandeiras e disputando democraticamente os corações e mentes dos estudantes e trabalhadores,pois entendemos que este momento é crucial para transformar nosso país.Estamos de mãos dadas com a população brasileira e colaborando na organização de greves, paralisações e manifestações de diversas categorias,seja elas do movimento popular ou dos estudantes e assim continuaremos mobilizados nestes próximos dias,pois tudo isso servirá de acumulo para o "Dia de Luta em 11 de Julho de 2013."

Fonte:Trabalhadores(as) da base

sábado, 22 de junho de 2013

CHAPA 2,DESCULPEM-NOS ESTAMOS MUDANDO O BRASIL!

Do rio que tudo arrasta,diz-se que é violento.Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem... 
Bertolt Brecht

Assistimos no meio da rua do centro de São Paulo,rodeados de cartazes,cartolinas e rostos pintados de verde e amarelo,primeiramente o pronunciamento conjunto do governador Alckmin e do prefeito Haddad, no final da tarde de quarta-feira 19/06/13, confirmando a revogação do reajuste e a redução da tarifa dos transportes públicos da cidade de São Paulo (ônibus, trem e metrô) para o valor de R$ 3,00.E dias depois 21/06/13,suados e rodeados por estudantes secundaristas e universitários,trabalhadores e moradores de rua,transmitido ao vivo em um telão no centro da cidade,o pronunciamento da presidenta Dilma,os dois fatos foram momentos inesquecíveis,que representaram uma grande e incontestável vitória das manifestações populares conduzidas pelos estudantes e pelos trabalhadores,que cansados de protestarem pelo "facebook" e as tais "redes sociais",decidiram sair as ruas,pintar a cara,fazer cartazes e lutar contra o descaso da classe política,contra a superlotação e os aumentos descontrolados das tarifas de transporte do povão.Obrigando outras capitais,governos municipais e estaduais a anunciarem a redução dos valores,cedendo às milhões de vozes e as várias paralisações que vieram da população que mais sofre.

Uma vitória das ruas,dos manifestantes que acreditaram na força de seus protestos e pé,mesmo após a brutal violência da polícia militar,e em algumas vezes de excessos e vandalismos dos seus próprios membros,coisa inespressiva perto dos mais de 2 milhões de manifestantes que tomaram as ruas do nosso país.É também uma vitória do movimento estudantil,de toda uma geração,tão criticada pelo individualismo e alienação,repetidos diariamente pelos meios de comunicação,e para não contrariar a história os jovens mais uma vez foram a vanguarda deste lindo processo de lutas.“O povo mobilizado está de parabéns e assusta qualquer governante,reafirmando as frases escritas nos cartazes que tomaram o país "Jogaram mentos na geração coca-cola!"e "Verás que um filho teu não foge a luta!".

Com isso,foram derrotadas as " as velhas lideranças que acreditavam deter o monopólio dos movimentos sociais",foram derrotados os "ditos gurus articulistas e colunistas da mídia tradicional,"foram derrotados os "que se venderam aos donos do poder e traíram a sua classe" e acima de tudo foram jogadas na lata de lixo da história os discursos e tentativas de "criminalizar e deslegitimar o movimento que emergiu das ruas",que se iniciou reivindicando um direito elementar, o acesso a um sistema de transporte público e de qualidade,mas  ao passar dos dias já reivindicava direitos sociais e uma melhor condição de vida ao povo como um todo.

Os membros do nosso movimento participaram ativamente dos protestos em São Paulo e no Grande ABC,desde do seu inicio, pois entendemos que o MRCL (Movimento Renovação,Coragem e Luta),além das lutas diárias em defesa da classe trabalhadora e nossas bandeiras históricas,também defende a revogação do reajuste das tarifas ,que se baseie em cortes nos lucros dos empresários do transporte,na redução dos salários dos governantes e na punição concreta aos corruptos e corruptores e não compactua com as ameaças de cortes de verbas sociais,como saúde e educação.Defendemos um novo modelo de transparência que abra definitivamente as caixas-pretas das planilhas de custos do transporte público em todas as cidades do nosso país.

Fica mais uma vez comprovado que a luta nas ruas é o caminho para se obter conquistas para o povo,pois apesar de toda a retórica inicial dos governantes de que "não poderiam rever os aumentos","de que os gritos dos oprimidos não vinham do povão,mas sim de uma "pequena elite descontente",com muita luta,muita garra e muita porrada,o reajuste foi revogado,obrigando tanto as autoridades municipais,estaduais e federais a se pronunciarem perante seu povo e a reconhecerem seus erros "estamos ouvindo os gritos de alerta que vem das ruas",reforçando nossa força e nossa crença nas mobilizações populares conduzidas pelo povo”.

Temos a certeza que estes resultados servirão de aprendizado para os "ditos donos do poder",seja você quem for,não desista,não desanime,tenha fé em Deus,acredite nas mudanças,lute de forma pacífica pelo seu bairro,participe das associações de moradores,seja voluntário nas obras sociais das igrejas,participe do seu sindicato,cobre as promessas dos políticos da sua cidade,pois foi assim de grão em grão que conquistamos a redução das tarifas e agora lutaremos por um transporte público,gratuito e de qualidade e agindo assim,fique sabendo,que consequentemente estaremos construindo um país melhor para todos.

Fonte:Trabalhadores(as) da base