sábado, 31 de agosto de 2013

CHAPA 2,AVANÇA RENOVAÇÃO,CORAGEM E LUTA!

Nossa luta em defesa da Renovação,Coragem e Luta no nosso sindicato e no conjunto do movimento sindical brasileiro está dando o que falar,iniciamos um amplo debate em 2011,que se espalhou por várias categorias,tudo isso depois de anos de apatia e desilusão hoje novos trabalhadores estão encontrando coragem e assumindo a defesa do conjunto da classe trabalhadora em nosso país.E graças ao empenho dos guerreiros e guerreiras do Movimento Renovação,Coragem e Luta,estamos encontrando simpatizantes e apoios em vários seguimentos da sociedade,nosso amigo Ricardo Kotscho é mais um deles,leiam e socializem no chão das fábricas do Grande ABC,do Brasil e do Mundo:

Para Ricardo Kotscho,CUT e movimento sindical precisam renovar suas lideranças...
    
Com a experiência de quem tem 50 anos de jornalismo e trabalhou na cobertura do surgimento do chamado “Novo Sindicalismo”, no final dos anos 1970, que rompeu com o movimento pelego que grande parte das lideranças sindicais praticava até então, Ricardo Kostcho, afirma que a fundação da CUT foi resultado da ampliação da politização dos trabalhadores.

Em entrevista ao Portal da CUT, o também ex-secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, entre 2003 e 2004, durante o governo Lula, destaca que o grande desafio do movimento sindical é renovar as lideranças.Para ele, também o jornalismo deve se transformar, sair das redações e ir para as ruas conhecer a realidade da classe trabalhadora.

Você cobriu o início do novo sindicalismo e o surgimento da CUT. Qual era o cenário em 1983?
Ricardo Kotscho – Eu sou bem antigo, vou completar 50 anos só de jornalismo, então, comecei quando o movimento sindical estava na mão dos pelegos, inclusive o sindicato dos jornalistas. O fato novo ocorreu no final da década de 1970, quando o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com o Lula à frente, se transformou em foco de resistência à ditadura e trouxe junto outras entidades, como o próprio sindicato dos jornalistas que, em 1979, comandou uma greve histórica. Ali foi o grito de independência, porque os trabalhadores odiavam o sindicalismo feito até a década de 1970.

Quais fatores motivaram a criação da CUT?
Kotscho – É curioso, porque, no começo, o Lula chegou a dar entrevista na TV Cultura dizendo que era contra sindicato se aproximar de partido político e que o importante era cuidar de salário, das condições de trabalho dos operários. Foi a criação do PT, em 1980, que contribuiu para a politização do operário, para que tomasse consciência de seu papel para mudar o país, também influenciado pela atuação de diversos movimentos sociais, como a campanha pela Anistia, a redemocratização.

O que mudou nesses últimos 30 anos?
Kotscho – Ocorreu uma coisa curiosa, porque os movimentos sociais foram crescendo e acabaram chegando ao poder com o presidente Lula, em 2002. E como acontece na maioria dos países, quando a esquerda chega ao poder, houve um esvaziamento desse movimento. Primeiro, porque o governo acaba requisitando os quadros principais e, por outro lado, atende as reivindicações dos movimentos sociais. Então, já não há tanto motivo para brigar. Chega a ser uma contradição, em termos, mas quando chega ao poder, já não tem aquela força toda do tempo em que se combatia a ditadura, por exemplo. Também há um cenário de pleno emprego, a maioria dos aumentos conquistados pelos sindicatos é acima inflação, o salário mínimo nunca cresceu tanto. E é diferente o diálogo do presidente da CUT com o Lula, com a Dilma em relação ao que fazia com o Sarney, o Collor, o Fernando Henrique Cardoso e os que comandaram o País durante a ditadura militar.

Diante desse novo cenário, qual deve ser o papel da CUT?
Kostcho – O principal papel da CUT e do movimento sindical, e aí eu incluo o sindicato dos jornalistas do qual faço parte, é a renovação dos quadros. Uma vez a presidenta disse isso para mim, que a grande dificuldade era ter novas lideranças, e penso da mesma forma. A minha geração, que conquistou a Presidência da República em 2002, envelheceu e não só na idade, mas também em ideias. Precisamos descobrir novas formas e novas lideranças capazes de despertar o interesse dos mais jovens no movimento sindical, porque há um processo de esvaziamento em todos os setores, inclusive no movimento estudantil. Esse é o grande desafio, descobrir como trazer essa juventude que foi às ruas meio destrambelhada, sem liderança, para dentro dos movimentos sociais. 

Mudou também o perfil do jornalista que cobre o movimento sindical. O senhor acredita que aumentou a resistência aos temas da classe trabalhadora?
Kostcho – Sim, porque há outro perfil de jornalista. Na minha época, o jornalista era mais vinculado às lutas sociais e sindicais pela própria origem e, atualmente, são muito mais próximos do patrão do que da base social. E isso vale também para os políticos. Todo mundo fala da crise de representatividade e é exatamente isso que ocorre, há um abismo grande entre o que a imprensa fala e como os políticos atuam na realidade social do país. Os repórteres não vão mais aos lugares, são jornalistas de gabinete.

Fonte:Luiz Carvalho - Sitio da CUT Nacional 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

CHAPA 2,LUTA CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO!

É preciso barrar o projeto da terceirização

O trabalhador, enquanto prestador de serviços, é um homem livre cuja inserção na atividade produtiva funciona como um contrato de adesão. A lei agrega um conjunto de condições que se tornam as regras mínimas do relacionamento entre empregado e empregador, postas como vontade do Estado. Revestidas deste interesse de ordem pública, tais cláusulas são ordens do Estado e não podem ser renunciadas pelos trabalhadores. 

O contrato de trabalho foi uma das mais importantes conquistas da classe trabalhadora. Um processo de lutas travadas em condições desiguais marcada por contradições foi assegurando cada direito, como a jornada de trabalho, o repouso semanal remunerado, férias, indenizações pela dispensa, 13º salário. Nada foi obtido sem luta. 

Entre as décadas de 1940 e 1970, o mercado de trabalho apresentou fortes sinais de estruturação em torno do emprego assalariado regular e dos segmentos organizados da ocupação. A presença de taxas elevadas de expansão dos empregos assalariados com registro formal em segmentos organizados e a redução da participação relativa das ocupações sem registro, sem remuneração e por conta própria, e ainda do desemprego, possibilitaram a incorporação crescente de parcelas da população economicamente ativa ao estatuto do trabalho brasileiro. 

O cenário se altera com a mudança da correlação de forças na década de 1990. Inicia-se o período da chamada “ofensiva neoliberal” e a luta da classe trabalhadora enfrenta um quadro cada vez mais adverso. Em 1989, o total de assalariados representava 64% da População Economicamente Ativa (PEA) e em 1995 havia passado para 58,2%.

A maior devastação é produzida pela desconstrução do átomo básico do Direito do Trabalho, que é a relação de emprego protegida juridicamente, entre o prestador e o tomador dos serviços: o Contrato de Trabalho. Tal processo iniciou-se com a chamada terceirização. 

A terceirização impede a geração de mais vagas de trabalho; impõe salários mais baixos (em média 27% menor); aumenta o número de acidentes e mortes; jornada maior de trabalho; aumenta a rotatividade; impede a criação de empregos, além da falta de representação sindical. 

Apenas como exemplo, o sistema Petrobras possui cerca de 80 mil trabalhadores e mais de 350 mil terceirizados. As negociações com a empresa e as subsidiárias são divididas por temas, como benefícios, assistência médica, Petros (fundo de pensão), relações sindicais, emprego, remuneração, entre outros. Saúde, segurança e terceirização estão entre os itens prioritários, uma vez que mais de 80% dos acidentes com vítimas fatais ocorrem entre os terceirizados. 

Segundo o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes, a cada dez mortes, oito são de terceiros. “A Petrobras tem muita resistência em discutir esse assunto e tenta transferir a responsabilidade para a empresa contratada, mas nós vamos continuar insistindo em discutir o que chamamos de irresponsabilidade social da empresa”, afirma. 

Estamos diante de uma nova ofensiva patronal. O Projeto de Lei 4330/2004 prevê a contratação de serviços terceirizados para qualquer atividade de determinada empresa, sem estabelecer limites ao tipo de serviço que pode ser alvo de terceirização. 

Atualmente, a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que rege a terceirização no Brasil, proíbe a contratação para atividades-fim das empresas, mas não define o que pode ser considerado fim ou meio.

Ele representa praticamente o fim das categorias formais reguladas por acordos e convenções coletivas negociadas pelos sindicatos, jogando por terra toda a história de luta dos trabalhadores. 

É um ataque à própria Constituição Federal, que assegura o valor social do trabalho como base estruturante da sociedade brasileira. O PL 4330 reduz direitos dos trabalhadores, porque vai ampliar a terceirização de forma ainda mais precária e, com isso, reduzir o número de filiações aos sindicatos, pulverizá-las, dificultando a organização e a luta da classe trabalhadora por seus direitos, melhores condições de trabalho e salário. 

E essa luta é feita pelos sindicatos e centrais, que são os legítimos representantes dos trabalhadores. É fundamental arquivar o PL 4330 e impedir este ataque patronal aos direitos da classe trabalhadora.

Fonte:Brasil de Fato 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

CHAPA 2,RENOVAÇÃO AOS TRABALHADORES!

A luta travada pelos guerreiros e guerreiras do MRCL (Movimento Renovação,Coragem e Luta) em defesa de um novo modelo de representação política e sindical,acaba de ganhar ainda mais apoio além dos trabalhadores e trabalhadoras que constroem a riqueza do nosso país.

Diariamente recebemos dezenas de emails de todos os cantos do mundo,saudando nossa luta em defesa da classe trabalhadora.Depois do balde de água fria despejado pelo povo na cabeça dos "donos do poder" durante a Copa das Manifestações de Junho de 2013 e do verdadeiro fiasco que foi a tal "paralisação nacional" do dia 11 de Julho de 2013,começam a surgir desabafos de antigas lideranças políticas e do movimento sindical,como é o caso do companheiro Jair Meneguelli,fundador da CUT (Central Única dos Trabalhadores) que acaba de conceder esta entrevista ao Jornal Estado de São Paulo,a qual socializamos com todos os trabalhadores e trabalhadoras,boa leitura companheiros e companheiras que acreditam em dias melhores!

"Virou profissão,das boas,ser um dirigente sindical’,disse fundador da CUT"

Radical, o ex-sindicalista Jair Meneguelli afirma que o movimento sindical brasileiro ‘acabou’ e que CUT perdeu chance histórica de agir sob Lula,sucessor de Luiz Inácio Lula da Silva no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, em 1981, e fundador da CUT, entidade que presidiu até 1994, Jair Meneguelli hoje é presidente do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi).Meneguelli não é mais a "máquina de conceder entrevistas", como ele mesmo destacou nesta conversa com o Estado, feita por telefone. Meneguelli critica a ligação entre CUT e PT e afirma que o movimento sindical brasileiro está "acabando".

Na ata de fundação da CUT, o sr. fez questão de registrar que ela não deveria ter caráter partidário. No entanto, todos os dirigentes da CUT eram petistas, e a maior parte tinha ajudado a fundar o PT, três anos antes. Essa diferenciação chegou a existir, ou foi somente um anseio?
A CUT não pode ter caráter partidário, isso é crucial. Sindicato é sindicato, partido é partido. Tive uma briga homérica com José Dirceu justamente por conta disso. Na época, anos 80, Dirceu era secretário-geral do PT, o homem forte do partido, e foi à imprensa nos criticar por conta de uma decisão que a CUT tomou de convocar uma greve geral.Segundo Dirceu, aquilo seria um retrocesso naquele momento. Aquilo criou uma guerra pessoal entre nós dois. Mesmo sendo petista, eu era o presidente da CUT, e, portanto, não estava interessado em saber se havia eleição ou não, se a greve seria conveniente do ponto de vista político. A vontade dos trabalhadores era pela greve, e assim foi feito. Este deveria ter sido o caminho desde o início.

Mas não foi bem assim?
Eu fico chateado porque acho que a CUT perdeu um momento histórico durante o governo Lula e mesmo agora no governo Dilma.Ela a CUT poderia liderar uma verdadeira revolução no movimento sindical brasileiro, dado seu tamanho e sua relação com o governo. Mas não foi o que aconteceu. O movimento sindical brasileiro está acabando. Todo mês o Ministério do Trabalho recebe cerca de 80 novos pedidos de registro de sindicato, porque está virando uma profissão, e das boas, ser dirigente sindical no Brasil. Esta não era a realidade dos anos 1980. A CUT perdeu o maior momento de sua história.A central tinha a amizade do presidente Lula, e deveria ter aproveitado isso para dizer que era hora de reivindicar tudo aquilo que sempre lutamos, como o fim do imposto sindical,redução da jornada para 40 horas semanais. Mas a CUT fez o contrário.

Para onde vai a CUT?
Não sei, sinceramente. Veja a paralisação geral que as centrais, incluindo a CUT, tentaram convocar em 11 de Julho, para aproveitar as manifestações populares que tomaram as ruas no mês anterior. A paralisação foi um fiasco. As centrais não estão mais captando e representando o pensamento e as vontades dos trabalhadores.

O sr. chegou a ser convocado pelo então presidente Fernando Collor para uma reunião em Brasília, um encontro considerado tabu na época. Como foi aquilo?
Foi no fim de 1990, ano de desilusão após o fracasso do Plano Collor, mas muito antes das denúncias que levariam ao impeachment começarem.A CUT comandou todas as diversas greves daquele ano, e o Collor me chamou. Levei a ele as 13 reivindicações principais da central, e ele não fez nada com aquilo. Mas saí daquele encontro com a certeza de que ele não duraria no cargo. Ele disse que eu era um privilegiado por estar ali, já que todos os que pediam reuniões não eram atendidos.Governante que não senta com deputado, senador e sindicalista vai ter problemas. Essa sempre foi a regra, né?

Fonte:João Villaverde - O Estado de S.Paulo

domingo, 11 de agosto de 2013

CHAPA 2,CONTRA O ASSÉDIO SEXUAL!

O assédio sexual pode começar com cantadas e insinuações, evoluir para um convite para sair e chegar ao ponto de forçar beijos, abraços e outros contatos mais íntimos. Algumas vezes, ocorre mediante ameaça de demissão ou em troca de uma vantagem ou promoção. Em todo o mundo, 52% das mulheres economicamente ativas já sofreram assédio sexual, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho). No Brasil, o Ministério do Trabalho define assédio sexual como a abordagem, não desejada pelo outro, com intenção sexual ou insistência inoportuna de alguém em posição privilegiada que usa dessa vantagem para obter favores sexuais de subordinados. 

Assédio sexual é crime:

O assédio sexual é crime no Brasil desde 2001, quando ficou estabelecida pena de detenção de um a dois anos para quem praticar o ato. Segundo a legislação atual, a conduta é caracterizada quando alguém for constrangido "com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual", desde que o agente aproveite da sua condição de superior hierárquico."Existem dois tipos clássicos de assédio: por chantagem e por intimidação. No primeiro, a vítima tem que provar que foi coagida e que houve conjunção carnal. Para caracterizá-lo é preciso ainda que o ato tenha sido praticado por um superior hierárquico. No segundo tipo de assédio, não é necessário haver ameaça, pode ser um galanteio, uma cantada, uma brincadeira de mão ou de mau gosto".O grande problema é que parte dos juízes só consideram o primeiro tipo de assédio,o que,inviabiliza possíveis condenações. Isso porque a vítima tem que mostrar que foi chantageada e que houve contato sexual e apresentar testemunhas contra o autor. "Isso aumenta muito a impunidade,por isso não existem muitos processos na justiça brasileira,a maioria das mulheres fica constrangida,são acusadas de provocativas e mercenárias e optam por pedir demissão no trabalho,a corda parte sempre do lado mais fraco",afirmam os especialistas em Direito do Trabalho.

Como funciona em outros países:

A OIT (Organização Internacional do Trabalho) define assédio sexual como atos, insinuações, contatos físicos forçados, convites inconvenientes, que apresentem as seguintes características: condição clara para manter o emprego, influência em promoções na carreira, prejuízo no rendimento profissional, humilhação, insulto ou intimidação da vítima. Trata-se, portanto, de condutas que não se restringem ao sexo, mas atos que prejudicam de alguma forma a vítima em seu ambiente de trabalho.Nos Estados Unidos uma pesquisa revelou que 24% das profissionais já tinham sofrido assédio sexual,lá é onde existem as leis mais rígidas em relação a essa prática.Países como França e Nova Zelândia tratam do assédio sexual em suas legislações trabalhistas.Diferentes de Brasil, Espanha, Itália e Portugal que abordam o tema no Código Penal.

O que fazer em caso assédio sexual:

De acordo com os especialistas de Direito Trabalhista,a primeira reação das trabalhadoras e trabalhadores ao assédio sexual deve ser conversar com a pessoa que está constrangendo,sempre na presença de testemunhas. “Diga que aquilo que está acontecendo está incomodando e atrapalhando o seu desempenho no trabalho".Algumas vezes,o assédio sexual pode ser uma questão de interpretação dos envolvidos e uma boa conversa pode resolver". Agora se o assédio sexual persistir,entre em contato imediatamente com a área de recursos humanos da empresa.“Se a companhia não tiver este setor, informe os colegas de trabalho”,faça um boletim de ocorrências na delegacia mais próxima e procure apoio jurídico no sindicato da categoria.Não sofra calada,ligue 100 e denuncie!

Fonte:Trabalhadores (as) da Base

domingo, 28 de julho de 2013

CHAPA 2,CARTÃO VERMELHO CONTRA A DITADURA!

Nós,do Movimento Renovação Coragem e Luta,escolhemos esse nome juntamente com todos os trabalhadores e trabalhadoras,por percebermos tal crise de representatividade há alguns anos no Sindicato dos Químicos do ABC.Escolhemos essas três palavras nobres porque muito antes das manifestações que tomaram o país, nos convencemos de que nosso sindicato precisa renovar sua estrutura,seus quadros e sua prática diária imediatamente.

É preciso escutar os antigos e principalmente os novos trabalhadores e trabalhadoras,que ingressaram recentemente no mercado de trabalho,pois muitos deles estão conectados nas redes sociais,tais como facebbok,emails e blogs,pois estes novos trabalhadores e trabalhadoras certamente,estiveram presentes nas ruas,durante a "Copa das manifestações",que tomou nosso país em junho,carregando cartazes,megafones,microfones,câmeras,celulares  e cantando bem alto "Vem,vem,vem pra rua,vem!".

O Movimento Renovação,Coragem e Luta,ajudou a organizar e acompanhou toda a onda de protestos,chamada carinhosamente pelos estudantes e trabalhadores de "Copa das Manifestações",um verdadeiro tsunami que varreu o país e que, “de repente”, colocou em xeque as formas de representação cristalizadas na sociedade brasileira sejam eles partidos, sindicatos, parlamentos,governos e etc.Nas ruas das grandes cidades,centenas de milhares de jovens cidadãos,coisa nunca vista antes na história deste país,algo em torno de milhões de corações e mentes,mesmo sem unidade de propostas,sem liderança definida,naquilo que defendiam exatamente,mas seriamente convictos e coerentes sobre o que não querem mais,e tenham a certeza que está prática sindical e política são algumas delas.

Esses jovens estudantes e trabalhadores,e todas as outras pessoas que se juntaram a eles,não querem mais corrupção na política nacional,não aceitam mais mensalões e impunidades,não concordam com sindicalistas encastelados,não querem mais suas prioridades como saúde, educação, habitação, emprego e transporte públicos ignoradas pelos governantes.Enfim, não querem mais essa democracia indireta que lhes é concedida, essa participação difusa que só acontece nas eleições, periodicamente,onde políticos aparecem nas ruas e portas das fábricas dando tapinhas nas costas da peãozada e nunca mais retornam e o que é pior quando ligam para os gabinetes dos eleitos,pedem para a secretária dizer" Ele não está,pode deixar o recado,que entraremos em contato!". 

Foi nesse sentido que nós do  Movimento Renovação,Coragem e Luta,decidimos focar nossas propostas nas três palavras mágicas,lá atrás em 2011,já sabíamos que este caminho trilhado pela atual direção nos levaria para a inércia e a desmobilização da categoria,pois nunca acreditaram no resgate da identidade entre o sindicato e sua categoria sofrida,calejada,e que mudou para pior nos últimos anos,nós da oposição lutamos em nome de um sindicato verdadeiramente de luta,buscamos iniciativas de interesse geral dos trabalhadores químicos do ABC,queremos a realização de congressos representativos,com milhares de trabalhadores e trabalhadoras eleitas a luz do dia,queremos prestação de contas nas portas de fábricas,queremos eleições limpas,queremos a democratização do nosso estatuto,para possibilitar a participação direta dos mais de 42 mil trabalhadores e trabalhadoras químicas na próxima gestão sindical.

Repudiamos a atitude antidemocrática e ditatorial da atual direção que ao invés de lutar para garantir direitos aos homens e mulheres que ainda carregam marmitas em nossa categoria,respiram solventes,recebem salários de fome,vão de bicicleta ao trabalho para economizar migalhas e milhares de terceirizados que não recebem participação nos lucros em pleno ano de 2013,do alto de sua arrogância preferiu utilizar nossa aguerrida e tão sofrida categoria como massa de manobra durante o 11º Congresso dos químicos do ABC,para engessar nosso estatuto e avalizar as perseguições,agressões e as dezenas de demissões dos trabalhadores e trabalhadoras que lutam por renovação,coragem e luta no Grande ABC.

A vocês "donos do poder sindical" fiquem sabendo que esta luta,por renovação,coragem e luta se espalhou pela região,pelo país e pelo mundo,hoje são milhares de trabalhadores e trabalhadoras se levantando contra a pelegagem sindical,graças ao apoio e os comentários de incentivo dos 26 mil acessos em nosso blog,hoje somos cumprimentados nas ruas,nos shoppings,hoje somos referências nas lutas sindicais,hoje somos reconhecidos pela coragem e aplaudidos de pé nas portas das fábricas do Grande ABC.

E isso nos enche de orgulho e esperança,mesmo sendo covardemente retirados do processo eleitoral em 2011,mesmo sendo xingados de criminosos em nosso jornal,mesmo sendo processados por esta justiça de direita,mesmo tendo mais de 18 pais e mães de família desempregados por conta desta luta,mesmo não tendo dinheiro para por créditos no celular,ao lado da verdade e de Deus,alcançamos o imaginável,hoje temos não só crédito com a categoria,mas o respeito da classe trabalhadora,que constrói a riqueza no chão de fábrica,hoje podemos bater no peito e gritar bem alto..."Nossas lutas não foram em vão!".

"Os poderosos do sindicato podem bater,perseguir,demitir e expulsar uma, duas ou três guerreiras e guerreiros da oposição.Mas  jamais conseguirão deter a primavera da renovação,coragem e da luta no Grande ABC...

Fonte:Trabalhadores(as) da Base

quinta-feira, 18 de julho de 2013

CHAPA 2,SINDICATO É PRA LUTAR!


Por um sindicato verdadeiramente democrático!  

O Sindicato dos Químicos do ABC e o conjunto do movimento sindical brasileiro vive, nos dias de hoje, um  momento único da sua história, onde os trabalhadores são chamados a ocupar o lugar que de fato e de direito lhe pertence:o de ser o sujeito de sua própria vida e donos de seu próprio destino, ou seja, protagonistas na construção de um novo modelo de representação politica e sindical.

Nesse momento assistimos cair às máscaras daqueles que há anos não pisam mais no chão de fábrica e que protegidos por seguranças e mordomias se diziam representar os homens e mulheres que compõem a classe trabalhadora, aqueles que acreditaram que com dinheiro fácil comprariam os corações e as mentes de todos. Mas a casa caiu!e os milhares de trabalhadores e trabalhadoras que são diariamente massacrados nas fábricas,respirando solventes nas indústrias químicas, mendigando CATs, sendo humilhados por chefias e peritos do INSS,aguardando por uma ajuda que nunca chega,sem orientação jurídica digna,se cansaram,tomaram consciência e saíram as ruas, em gigantescas manifestações no campo e nas cidades, nos bairros e nas comunidades carentes de nosso país.

Enquanto a classe politica e os pelegos sindicais gastam milhões dos cofres do sindicato, usufruindo de carros,viagens internacionais,restaurantes e hotéis cinco estrelas a miséria, a fome e as doenças profissionais invadem a casa dos trabalhadores químicos do ABC,com a mesma brutalidade com que diariamente as forças policiais invandem os lares dos pais e mães de família em todo o país,espancando,torturando,matando e destruindo tudo que encontram pela frente.Levando terror,morte e violentando famílias nas periferias de nosso Brasil.

Até mesmo os serviços públicos essenciais ao dia a dia do povo,conquistados com muito sangue, suór e lágrimas pelos trabalhadores brasileiros ao longo de décadas de luta, são cinicamente usurpados e mercantilizados pelos governos e pelos patrões. Em pleno ano de 2013,ainda somos vitímas de uma política neoliberal a trabalho do capital, que mistura privatizações com sucateamento dos serviços,negando e muitas vezes negociando saúde, educação, transporte e moradia decente a milhões de trabalhadores brasileiros. Todos estes problemas misturados ao desprezo da classe politica, foi o estopim que mobilizou milhões de homens e mulheres nas ruas do nosso país.

Diante deste enorme desafio que se coloca defenderemos três princípios para nosso sindicato:

1)      Independência - Desenvolver uma prática sindical absolutamente independente frente aos patrões, aos partidos políticos, aos governos e ao estado. Um sindicato tem um único e só patrão: a categoria que ele representa. É inconveniente, inadequada e, mesmo, imoral a tal convivência amistosa e civilizada entre patrões e empregados. O nome disso é conivência. Não nos negamos, é claro, a ir à mesa de negociação, mas sempre conscientes do nosso papel de firmes e severos defensores dos interesses da classe trabalhadora.

2)       Autonomia - Desenvolver uma prática sindical absolutamente autônoma frente a quaisquer determinações político - partidárias. Consideramos legítima a atividade político-partidária fundada na ética e no socialismo, mas tomamos como princípio de nossa ação sindical que cabe somente à categoria decidir o que seu sindicato deve fazer – no curto, médio e longo prazo.

3)      Consciência de classe - Somos trabalhadores e nossa solidariedade primeira é com a classe trabalhadora, nosso primeiro compromisso, enquanto trabalhadores, é com aqueles que, como nós, são vítimas da exploração e opressão patronal. A responsabilidade social de formadores de consciências que pesa sobre nossos ombros não nos coloca à margem da classe trabalhadora brasileira, foi assim que nos constituímos em Oposição Sindical nos Químicos do ABC.

Estamos cientes do nosso papel na sociedade e na categoria química do ABC e assumimos publicamente nossos compromissos.Diferente dos atuais dirigentes sindicais que se dizem democráticos e utilizaram da estrutura paga com nosso suór no 11º Congresso da categoria para legitimar as demissões e iniciar um processo sumário de expulsão dos membros que defendem os ideais da renovação,coragem e da luta no Grande ABC.

"Os poderosos do sindicato podem bater,perseguir,demitir e expulsar uma, duas ou três guerreiras e guerreiros da oposição.Mas  jamais conseguirão deter a primavera da renovação,coragem e da luta no Grande ABC..."

Fonte:Renovação,Coragem e Luta

quarta-feira, 3 de julho de 2013

CHAPA 2,POR UM PLEBISCITO POPULAR!

"A internet e as redes sociais facultam ao povo a possibilidade de se auto convocar,sem a necessidade de líderes ou de sindicatos".

Arcebispo Dom Cláudio Hummes

O povão tomou as ruas para demonstrar o seu descontentamento com a forma que se faz política no Brasil. As grandes manifestações e seus cartazes ferozes colocaram em xeque o descaso com a saúde, educação,segurança pública e pelo fim da corrupção.Mas seu foco principal foi pela renovação do atual sistema político,seja ele municipal,estadual e nacional.Os trabalhadores e estudantes questionaram profundamente os poderes de representação política e o abuso do poder econômico nas eleições.Todo esse reboliço popular,nos revelaram o que já sabíamos,governantes precisam tomar banho de povo,pegar ônibus lotados em horário de pico,frequentar os corredores lotados do SUS,experimentar na pele a aprovação automática nas escolas e acima de tudo  a olhar e dar vós aos que até hoje nunca foram ouvidos,pois o gigante adormecido despertou do sono profundo e resolveu questionar as injustiças contra seu povo.

Portanto o modelo de plebiscito apressado defendido pelo governo e seus seguidores não pode ficar restrito a apenas questões eleitorais e oportunistas,conforme proposto pelos defensores em mensagem enviada ao congresso nacional no dia 02 de Julho de 2013. Resumir os anseios de um povo,o grito de alerta de milhões de brasileiros,aos homens e mulheres que tomaram as ruas,em um plebiscito com 5 questões puramente eleitorais,tais como:financiamento de campanha, sistema de votação, término dos suplentes no senado,voto secreto no parlamento e fim das coligações partidárias.É no mínimo uma ofensa,é não entender e o pior não atender as demandas que foram escancaradas pelas ruas de todas as cidades do país.

Nós do MRCL (Movimento Renovação,Coragem e Luta) sempre defendemos a reforma do sistema político e sindical da forma mais ampla e democrática possível, incluindo transparência,alternância nas direções sindicais e fortalecimento da democracia direta.Defendemos a necessidade das bandeiras da renovação,coragem e da luta no exercício de todas as formas de poder,pois entendemos que o comodismo e o distanciamento das demandas populares,afastou os trabalhadores dos seus sindicatos e a população das decisões políticas que envolvem a sua vida cotidiana,criando um enorme abismo entre a vida concreta do chão de fábrica e as decisões ou a ausência delas,que há muito tempo passou a ser tomada de forma isolada em amplos palácios e salas refrigeradas das presidências sindicais do nosso país.

O grande desafio de um governo popular que ajudamos a eleger,não é o de atender aos desejos das classes dominantes e dos representantes da direita na mídia e no congresso nacional.Mas sim lutar ao lado do seu povo,pois é chegada a hora da convocação de uma ampla agenda popular,para acelerar as reformas políticas e sindicais que estão paradas no congresso nacional,pois este momento talvez seja,a única e última oportunidade de reaproximar a classe trabalhadora e a maioria da população das decisões políticas e não apenas “arrumar a casa”,para os senhores feudais e donos do poder.

Reafirmamos que, para nós do MRCL (Movimento Renovação,Coragem e Luta),só faz sentido uma reforma política e sindical que resgate a soberania popular através do fortalecimento dos instrumentos de participação popular e democracia direta,através de eleições limpas para escolha dos nossos representantes.Queremos que a classe trabalhadora tenha o direito constitucional de participar das eleições e das decisões dos seus sindicatos,queremos a democratização dos seus estatutos,queremos um orçamento participativo para apontar os investimentos,queremos prestação de contas e transparência com nossos recursos,queremos um sindicato mais presente e atuante.E não apenas sermos tratados como massa de manobra,convocados simplesmente para balançar cabeças e bandeiras,chega de levantar as mãos e dizer amém,chega de participar de assembleias vazias que não decidem nada,chega de perseguições e demissões contra trabalhadores que pensam diferente,chega de gastar nossos recursos em campanhas eleitorais sem compromisso com nossa classe,são tantos "chegas" e tantas injustiças que não cabem neste texto.

Fiquem sabendo que o poder mudou de lado,hoje é da cidadania e não pode ser inteiramente delegado a representantes sem bases e sem compromissos com a classe trabalhadora,uma elite sindical que não aceita a vontade da maioria e o que é pior a impugna na calada da noite,saibam que depois deste "tsunami de manifestações" o poder passou para as mãos da maioria e a partir de agora deve ser exercido diretamente por cada um de nós,agora a bola é nossa!

Portanto estamos vigilantes e vamos continuar nas ruas mobilizando nossa categoria e a sociedade em geral para que sejam atores da história e juntos possamos incluir outras 5 questões no nosso plebiscito popular  como por exemplo:pela convocação de plebiscitos e referendos de inciativa popular,pela redução imediata da jornada de trabalho para 40 horas semanais,pela redução do número e dos salários dos deputados e senadores,pela formação de uma assembléia popular constituinte,por uma ampla reforma sindical que transforme as regras atuais com alternância de poder e que inclua a tão sofrida classe trabalhadora nas pautas importantes do nosso país.

Fonte:Trabalhadores da base