quinta-feira, 26 de junho de 2014
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Chapa 2,Presente no 17 de Junho de 2013!
17 de junho de 2014. Hoje, completa-se
um ano do dia em que saímos às ruas às centenas de milhares, com o país
transbordando. Um ano do dia em que derrotamos a repressão, ganhamos a
consciência do povo e viramos a maré. Um ano dia em que vimos luzes de prédios
e casas piscando, bandeiras do Brasil tremulando e um povo com orgulho de estar
nas ruas. Um ano do dia em que humilhamos categoricamente Alckmin, Haddad e
todos os grande políticos do país – os mesmos que, hoje, tentam normalizar o
cenário e repetir suas velhas fórmulas falidas nas eleições de outubro.
Impossível não lembrar de cada passo
daquele processo e dos momentos que antecederam a segunda-feira, 17. Era
impossível para qualquer um de nós prever o que viria. Me lembro dos otimistas
apostando em um ato de 30, 40, quem sabe 50 mil em São Paulo. Foram muitos
mais! Me lembro do Secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, o mesmo
que hoje ostenta orgulhosamente a repressão da PM paulista durante da Copa,
sendo obrigado a dizer em rede nacional que, naquela data, a Polícia não usaria
as “balas de borracha”. Nós expulsamos a PM das ruas.
Um ano depois, nada é como antes. Alguns
ficam tristes de, no junho deste ano, o verde-e-amarelo das ruas não ser o da
“luta”, mas o da Copa. Mas não há motivo para isso. A consciência não volta
atrás. Hoje, se vibramos com a bola e torcemos pelo futebol, já não esquecemos,
em contrapartida, dos nossos direitos, da legitimidade da luta, das injustiças
que nos circundam e da brutalidade do sistema capitalista que oprime a todos. O
futebol e o esporte já não manipulam um povo que acordou e tem consciência. E
essa consciência, sem dúvida, está de pé em muito pelo que fomos capazes de
fazer naquele dia, e nos dias subsequentes do mais extraordinário junho de
nossas vidas.
17 de junho de 2013 segue presente.
Presente nas tarifas que caíram. Presente em cada greve que fizemos e nas que
faremos. Presente em cada ocupação de reitoria, de terra, de prédio. Presente
em cada levante da periferia, em cada revolta negra que multiplica a
resistência de Amarildos, Douglas, Cláudias e DGs. Presente no professor, no
gari, no rodoviário, no metroviário e no “não tem arrego”. Presente na mulher,
na negra, nas LGBTs. Presente nos trabalhadores do MTST, nas suas lições e
vitórias. Presente em cada experiência maravilhosa que, sobretudo nós, os
jovens, realizamos dia a dia, crescendo, apanhando, rasgando na marra as
feridas desse mundo, para criar um outro possível.
O exemplo do 17 de junho de 2013 vai
seguir assombrando os de cima, e dando motivação aos de baixo. Quando menos
esperarem (ou quando já não puderem conter), estaremos de volta com a avalanche
nas ruas. Lutam contra o inevitável os que tentam impedir isto – são os
soldados do conservadorismo. E estaremos, numa avalanche, para arrastar ainda
mais coisas podres do que já arrastamos da primeira vez. Dando mais um passo
para construir um novo homem e uma nova mulher. Uma nova sociedade. Os
conservadores e reacionários não podem nos calar. Não podem fechar de modo
autoritário um capítulo da história que apenas começa a ser expectorado. Se
assim pensam, não aprenderam nada com junho. Não viram que, não podendo com a
formiga, não devem atiçar o formigueiro.
Fonte.Pedro Serrano, do Grupo de Trabalho
Nacional do Juntos!
quinta-feira, 5 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
sábado, 31 de maio de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
Chapa 2,Revelando a verdade dos fatos!
O compromisso teria sido firmado pelo Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) – informação que a entidade nega. Os motoristas esperavam um dia de manifestações por um reajuste de 13%.
“Eles falavam nas comissões de garagens que iam parar, fazer e acontecer, que esse ano nós iríamos para o ‘pau’. Ou seja, o sindicato inflou a categoria”, disse um motorista de uma linha com ponto final no Largo do Paiçandu, no centro, onde a paralisação começou, na terça-feira. “Quando eles chegaram com 10%, mandando a gente aceitar, o pessoal se revoltou.”
Segundo os motoristas, a frustração da greve não realizada e o desempenho pífio nos ganhos trabalhistas trouxeram revolta contra os dirigentes. “Foi uma greve contra o sindicato”, disse outro motorista. Em dez anos, a categoria teve baixo aumento real (veja abaixo).
No Facebook, há um vídeo que mostra um dos líderes do sindicato, Edvaldo Santiago, ex-presidente por dois mandatos e protagonista de acusações de violência e corrupção, tentando explicar por que aceitar o reajuste. Ele é acuado pelos motoristas e para de falar.
O presidente do Sindmotoristas, Valdevan Noventa, confirma que defendia aumento de 13%. Disse que convocava os motoristas para ir “às ruas”, mas sem falar em greve. Afirmou que, depois de uma negociação de seis horas com os empresários, cedeu. “Foi a melhor proposta possível.”
No site do Sindmotoristas, a reunião que ratificou o acordo com patrões é anunciada como uma “manifestação saindo do sindicato e caminhando até a Prefeitura”, sem falar em assembleia. “Mas, na sexta-feira, fomos às garagens falar da mudança. Na segunda de madrugada, também”, afirmou Noventa.
‘Rádio peão’. A notícia da paralisação no Paiçandu se espalhou na mesma velocidade de uma série de boatos entre a categoria. A chamada “rádio peão” foi amplificada pelas redes sociais.
O secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, foi acusado, por exemplo, de chamar a categoria de “vagabunda” em uma entrevista – fato que não aconteceu. O prefeito Fernando Haddad (PT) foi atacado por descumprir acordo de dar 19% de aumento à classe – outra informação desmentida.
Santiago, que aparece no vídeo, foi apontado como o mandante da greve dos dissidentes: a Santa Brígida é sua base eleitoral. Além disso, foi disseminada entre os trabalhadores uma planilha que mostrava que as empresas informavam à São Paulo Transporte (SPTrans) pagar salário maior do que o realmente recebido pelos funcionários.
O descontrole dos boatos ficou mais evidente na quarta-feira, quando Tatto disse na porta da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) que homens armados agiam nos atos.
O acordo que pôs fim à paralisação foi firmado na quinta-feira, já com a polícia na rua para garantir a circulação dos coletivos. A greve, no entanto, havia se espalhado para outras cidades da Região Metropolitana.
Fonte:O Estado de São Paulo
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